11/03/2009

XIII SEMANA DE HISTÓRIA DA UECE


XIII SEMANA DE HISTÓRIA DA UECE
Ceará revisitando suas memórias: lutas cultura e educação
30 de março a 3 de abril de 2009
Campus do Itaperi - UECE


Apresentação:
Em sua XIII edição a Semana de História da Universidade Estadual do Ceará assume a responsabilidade de por o Ceará no centro das discussões. Com o objetivo de integrar os estudantes e professores de graduação e pós-graduação da UECE e de outras instituições, a Semana de História busca o resgate da memória.
A Semana de História significa um ambiente acadêmico em que o Curso de História possa discutir assuntos além de sala. Refletindo a História, o que é o nosso objetivo. Portanto, a Semana de História é um evento em sua essência de integração acadêmica, onde profissionais e estudantes venham a abrir um canal direto de diálogo.
A escolha de uma temática que venha abordar o Ceará é devida à enorme carência de maiores discussões sobre a matéria, aproveitando do espaço para valorizar a produção dos professores da casa, possibilitando até a produção de novas pesquisas. Temos o dever de trazer as produções acadêmicas do professores para que venham a ser conhecidas no curso, abrindo uma alternativa, que não a publicação fora UECE.

Inscrições:


Ouvinte: 05/03 a 30/03
Enviar nome e RG para: inscricoes@caldeirao.org
-Valor: R$2,00 (Estudantes de graduação e demais pessoas)
R$10,00 (Estudantes de pós-graduação e professores)

*As Incrições de ouvinte/participante deverão ser pagas no ato do credenciamento, que ocorrerá nos dias que irão anteceder o evento no térreo do bloco H (Campus do Itapery) e no dia da abertura do evento, na antesala do Auditório Central do Campus do Itapery.

Comunicação: 05/03 a 27/03 [inscrições prorrogadas!]

-Enviar nome e RG e nº do deposito de pagamento para: inscricoes@caldeirao.org

Valor: R$5,00 (Inscrição como ouvinte inclusa)


A ser depositado na conta:
Caixa Econômica Federal
Conta: 6309-3
Agência 0619
Operação: 013

Paulo Airton Pinto Damasceno


1. Os resumos dos trabalhos para comunicação, bem como os seus dados (nome+RG+nº_do_deposito) deverão ser enviados para o email do evento (não esqueçam de enviar a opção de simpósio a qual sua comunicação se encaixa, se o trabalho não se inserir em algum dos Simposios favor colocar a opção Outro e a Comissao Academica irá organizar os trabalhos em eixos temáticos desenvolvidos a partir dos trabalhos enviados). comunicacoes@caldeirao.org ; Para ter acesso a lista de Simpósios Temáticos clique aqui!

2. Os resumos deverão seguir a formatação a seguir:

  • Fonte Times New Roman, tamanho 12;
  • Margens (superior, inferior, direita, esquerda) de 3 cm;
  • Espaçamento entre linhas: simples;
  • Título(centralizado, em negrito e todo maiúsculo);
  • Nome do autor alinhado à direita;
  • Na linha seguinte o seu e-mail e instituição a qual pertence;
  • Resumo com texto limitado a um mínimo de 10 e no máximo de 20 linhas, parágrafo único, justificado, sintetizando apresentação, justificativa, objetivos, metodologia adotada, resultados e/ou considerações finais;
  • Três palavras-chave, alinhamento à esquerda.

3. As comunicações ocorrerão na segunda-feira ( 30/03) ás 20:30hs e na sexta-feira (03/04) às 15h, onde cada participante terá 15 minutos para expor sua pesquisa, e o tempo restante para debates e discussões."

Mini-cursos: 05/03 a 30/03 [inscrições prorrogadas!]

  • Quem optar em fazer um mini-curso deve enviar a opção desejada junto com a ficha de inscrição de ouvinte para inscricoes@caldeirao.org até o prazo máximo de 22 de março, será cobrado 1 kilo de alimento não-perecível ou 1 livro infantil que deve ser entregue pelo participante no dia do credenciamento(até 30 de março), os donativos vão ser doados para alguma instituição de assistência da escolha da Comissão Organizadora que deve ser divulgada durante o evento.
  • Os mini-cursos se realizaram no dia 31 de março, 1 e 2 de abril (de acordo com a programação). O certificado vai ser feito a parte e entregue no ultimo dia do evento.
  • As opções de mini-cursos estão organizadas nesta coluna à esquerda no blog.
  • Cada mini-curso terá o número limite de 25 vagas.
  • Cada participante deverá escolhar 3 opções de mini-cursos.
  • Serão priorizadas as pessoas que fizerem a inscrição antecipadamente.
  • Caso não haja mais vagas no mini-curso escolhido, os inscritos serão remanejados para a segunda ou terceira opção escolhida.
Programação


_________Segunda (30/03)

16:30 - 18:00 Credenciamento (Local:Auditório Central)

18:30 - 20:00 Mesa Memórias de Patativa: História e Oralidade (Local: Auditório Central)

Gilmar de Carvalho e Oswald Barroso

20:30 - 21:45 Comunicações

_____________Terça (31/03)

16:30 - 18:00 Filme: “O Clube do Imperador” de Michael Hoffman

(Local:Auditório Central)

18:30 - 20:00 Mesa O Ensino de História do Ceará (Local:Auditório Central)

Profª Fátima Leitão (UECE), Bráulio Gonçalves e Deputado Artur Bruno

20:30 - 21:45 Minicursos (Local: Salas do Bloco H)

_____________Quarta (01/04)

16:30 - 18:00 Mesa Fontes de História do Ceará (Local: Auditório Central)

Márcio Porto (APEC) , Profª Zilda Lima

18:30 - 20:00 Mesa Marcos Históricos (Local: Auditório Central)

Adauto Leitão, Américo Souza e João Ernani (UFC)

20:30 - 21:45 Minicursos (Local: Salas do Bloco H)

_____________Quinta (02/04)

16:30 - 18:00 – Filme A Irmandade de Santa Cruz do deserto de Rosemberg Cariry (Local: Auditório Central)

18:30 - 20:00 Mesa Movimento do Caldeirão (Misticismo e cultura)

Prof. Diatahy Bezerra de Menezes (UECE), Prof. Régis Lopes (UFC) e Rosemberg Cariry

20:30 - 21:45 Minicursos (Local: Salas do Bloco H)

_____________Sexta (03/04)

16:30 - 18:00 Revisitando a História do CAHIS Caldeirão (Local: Auditório Central)

Evaldo Lima, Rosélio e Andreysson Mariano (Mestrando UECE)

18:30 - 20:00 Mesa Negros e Índios: Ausência na historiografia e inclusão curricular (Local: Auditório Central)

Max Maranhão (UECE), e Profª Zelma Madeira (UECE)

20:30 - 21:45 Calourada 2008.2 (Local: Espaço Cultural do PRAE Elefante Branco Campus do Itapery)


07/03/2009

MESA: REVISITANDO A HISTÓRIA DO CAHIS CALDEIRÃO

-Por meio da reunião de pessoas que ao longo dos anos contribuíram para a construção e consolidação do Centro Acadêmico de História UECE "Caldeirão" buscar reconstruir a memória de lutas deste.
- Utilizando-se do relato oral como fonte de preservação das memórias dos antigos membros, iremos buscar reviver os anos de lutas por qual o CAHIS vivenciou. Tais questionamentos irão não só ajudar a trabalhar a História do Centro Acadêmico, mas também escrever capítulos da história política de nosso estado pós-ditadura.

MESA: NEGROS E ÍNDIOS, AUSÊNCIA NA HISTORIOGRAFIA E INCLUSÃO CURRICULAR

- Refletir sobre as formas como são representados o negro e o índio em nossa historiografia
- Analisar como as lutas desses grupos refletem na questão educacional abordando a criação da lei 10.639/03
- refletirmos sobre a idéia de que as lutas desses grupos, pela preservação de suas memórias, influenciam na constituição dos saberes e que é por meio da educação que podemos começar a preencher as lacunas e a compreender melhor os processos históricos pelos quais passam diversos grupos
- temos nessa mesa a culminância de nossas abordagens, onde os eixos lutas, cultura e educação estarão sendo trabalhados juntamente com a reflexão sobre a importância de preservar nossas memórias, juntamente com a busca pela sistematização de nossa historia, após as discussões e abordagens das mesas que antecedem essa discussão.

MESA: MOVIMENTO DO CALDEIRAO (MISTICISMO E CULTURA)

- Enfocar a importância da preservação da memória desse importante movimento, aprofundar-se nas lutas
- Caráter religioso, messianismo(...)

MESA: FONTES DE HISTÓRIA DO CEARÁ

-Discute as fontes de pesquisa de História do Ceará.
-Discute os documentos, sua preservação

MESA: MARCOS HISTÓRICOS

- Trabalhar com a questão da memória de nossa cidade , abordar as duas visões a cerca da história de Fortaleza : beckistas e morenistas;
- Refletir em que medida é válida a discussão sobre marco histórico e mito fundador na perspectiva de mudança de nossa fundação;
- Analisar quais argumentos embasam a mudança da data de fundação de Fortaleza.

MESA: O ENSINO DE HISTÓRIA

- Reconhecendo-se a importância do conhecimento e da preservação de nossa história, discutirmos a cerca da inclusão da disciplina de história do Ceará nos curriculos escolares;
- Analisar as condições das pesquisas nessa área não apenas através do olhar da universidade , mas também dialogando com representantes daqueles que trabalham diariamente no ensino fundamental e médio;
- Discutir o ensino da História, a produção Acadêmica, preservação da memória regional e o Vestibular.

MESA: MEMÓRIAS DE PATATIVA: HISTÓRIA E ORALIDADE

- Nessa mesa de abertura será discutido os meios de perpetuação da memória através do grande poeta cearense Patativa do Assaré. Discutir a importância da preservação das memórias de nossa historia. Abordando a relação historia e memória e a cultura do povo cearense utilizand0d-se de Patativa que é um dos grandes simbolos do povo cearense e que é tão pouco explorado pela historiografia, iremos através de dois pesquisadores do tema viajar na oralidade do grande poeta cearense que tanto retratou a vida do sertanejo cearense e nordestino. Em memória dos 100 anos de patativa.

Simpósios Temáticos - COMUNICAÇÕES

1 - Religião e religiosidades: um estudo no tempo
Coordenador: Antônio Alves dos Reis Neto
Descrição:
Ajustando-se aos mais recentes estudos no campo das religiões e religiosidades, assim como procurando a maior integração de novos métodos e teorias de interpretação das religiões e dos fatos ditos religiosos, este simpósio temático se propõe a refletir e inter-relacionar os vastos sentidos em que as religiões e suas formas de expressão procuram e procuraram serem entendidas pelos homens que nela vivem e dela dependem.

2 - Memória e cultura política dos movimentos sociais

Coordenador : Altemar da Costa Muniz

3 - Cultura fúnebre e cemiterial
Proponentes: Prof. Cícero Joaquim dos Santos (PPGH/UECE). Prof. Alex Alves de Oliveira (PPGH/UECE)
Justificativa:
O grupo de trabalho pretende discutir as problemáticas que permeiam as pesquisas sobre cultura fúnebre e cemiterial. Nesse sentido, possibilita elucidar as diferentes práticas culturais estabelecidas na tessitura social, entre o real e o imaginário. Dessa forma, a relação entre vivos e mortos e a maneira como a morte e os mortos são compreendidos e utilizados no cotidiano possui destaque. De igual modo, as reflexões sobre arte cemiterial e práticas que envolvem o lugar da sepultura serão discutidas. Portanto, o GT abordará os processos culturais de compreensão dos mortos e as atitudes perante a morte.

4 - MEMÓRIA E ORALIDADE: NARRADORES E NARRATIVAS
Proponentes: Prof. Cícero Joaquim dos Santos (PPGH/UECE).
Profª. Alyne B. Virino (PPGH/UECE)
Justificativa:
Este simpósio temático pretende estabelecer discussões relacionadas à memória social e oralidade. Trabalhos sobre história de vida, história oral temática e tradição oral serão apresentados. Nessa perspectiva, abre um leque de possibilidades de abordagens de pesquisas, como as reflexões sobre representações, narradores, narrativas orais e escritas e tradição oral. Dessa forma, a proposta pretende abordar reflexões que correspondem à dinamicidade da oralidade e o vínculo sócio-cultural com a tradição. Portanto, repetição, mudança e (re)significação são questões centrais para o debate.

5 - A CIDADE EM (RE)CONSTRUÇÃO: SENSIBILIDADES E SOCIABILIDADES
Proponente: Prof. Luciana Moura (PPGH/UECE)
Justificativa:
Caminhar pelas ruas da cidade é penetrar no maravilhoso cotidiano de seus habitantes e perceber as práticas sociais que tecem a cidade, como um espaço sensível aqueles que a ela encontram-se ligados sejam por laços afetivos ou passageiros. A cidade funciona como um grande laboratório de experiências solitárias ou coletivas que vão cruzando-se e entrecruzando-se, traçando um emaranhado de possibilidades, o que elucida várias cidades em uma. Cidade de espaços sensíveis para muitos e invisível para outrem, espaço de solidão e de sociabilidade, espaço de fantasias e de idealizações. Seguindo esta idéia este grupo de trabalho vem propor uma nova possibilidade de olharmos e interpretarmos a cidade, não apenas enquanto concreta, mais a cidade sensível, aquela que não se encontra ao alcance da mão, feita de pedra e cal, mas reelaborada por memórias, sentimentos, desejos que se encontram inscritos em jornais, livros, imagens, monumentos e no imaginário social de seus observadores e produtores. Nesse sentido, a nova história cultural propõe uma nova forma de olhar a cidade e conhecê-la. Buscando compreendê-la em seus detalhes, ela pode nos revelar as minúcias do olhar e do representar. As representações são formas de perceber a cidade a partir das ligações constituídas por seus produtores. De igual modo, é parte das diversas formas de viver e olhar a cidade.
Utilizar-se destas representações como fonte é dá um salto rumo ao desconhecido, mergulhar em um turbilhão de emoções e sensações que dão forma a cidade e a transformam num território de possibilidades de compreensão, é perceber visões dispares da mesma cidade é desenrolar o grande novelo da memória em busca de uma cidade adormecida pelo tempo e por suas transformações. Sendo assim este GP busca compreender os sistemas de representações que compõe o imaginário social, ou seja, a capacidade humana de construir um mundo particular repleto de signos que complementam o mundo concreto. Desta forma iremos recuperar a partir dos processos de transformação da cidade, a voz e o sentido das fontes, buscando compreender novos olhares sobre a cidade. Apontamos a importância do diálogo com as fontes a partir dos procedimentos metodológicos da história cultural que permitem percebermos aspectos discursivos e representacionais que, por conseguinte produziam e/ou produzem múltiplas cidades, em apenas uma.

6 - A IMPRENSA EM PAUTA: FONTE E OBJETO DA ESCRITA HISTORIOGRÁFICA.
Coordenadoras
Maria Daniele Alves1
Matilde de Lima Brilhante2

Dentre outras fontes, a imprensa tem sido um recurso indispensável para o historiador que se que se disponha a estudar a sociedade e suas práticas sociais a partir da imprensa. Na década de 1970, ainda era relativamente pequeno o número de pesquisas desenvolvidas que buscava os periódicos como fonte para o conhecimento da história do Brasil. Durante muito tempo, estabeleceu-se uma hierarquia qualitativa dos documentos para a qual o especialista deveria estar atento. Nesse contexto os jornais pareciam pouco adequados para o estudo sobre o passado, sendo ignorados como fonte, pois se considerava que estes em vez de permitirem capturar o fato, dele forneciam informações parciais e subjetivas.
Com o aparecimento da escola dos Annales, foi possível observar novas abordagens, objetos de estudo e renovação de temas, que estavam sendo inaugurados a partir de novas metodologias de trabalho, debruçadas sobre o olhar de “novas e velhas” fontes que surgiam e aonde se faziam novas leituras. Assim, uma miríade de questões antes ausentes da história passou a fazer parte desta, nos permitindo um maior conhecimento sobre o nosso passado, deixando vir à tona fontes, histórias e personagens que antes foram ignorados e/ou mal vistos pela maioria dos estudiosos.
Desse modo, os estudos através dos periódicos foram ganhando destaque e relevância frente ao que se pesquisava. Assim, durante a década de 1970, catalogações de jornais que circularam em determinados períodos foram feitas, bem como edições de fac-similes publicadas. Portanto, reconhecia-se a importância destes impressos, onde se buscava escrever a história da imprensa no Brasil, mas ainda “relutava-se em mobilizá-los para a escrita da história por meio da imprensa”.
Assim, este GT propõe reforçar a tendência de valorização da imprensa não somente como documento histórico, mas também congregar pesquisas que foquem os jornais como objeto histórico, uma vez que nestes estariam registrados diversos acontecimentos de uma vida citadina, suas práticas sociais e manifestações culturais, o que nos mostra ser pertinente através desse GT, intentarmos viabilizar o intercâmbio entre diferentes concepções teóricas e metodológicas, observando os múltiplos usos dos periódicos por diferentes grupos sociais e os valores que estes buscaram integrar e representar através das seções, notícias e anúncios dos jornais. Deste modo, procuramos reforçar a importância desta fonte que nos possibilita ampliar o leque de problemas a serem abordados pela História.

7- MUNDOS DO TRABALHO
COORDENADORES: Bárbara Cacau dos Santos, Nágila Maia de Morais
DESCRIÇÃO: Este simpósio destina-se a receber trabalhos que permitam aprofundar o debate sobre os mundos do trabalho e possibilitar a reflexão e troca de experiências entre pesquisadores de História, e áreas afins, sobre o manejo documental e conceitual, envolvendo as experiências múltiplas no processo de fazer-se da classe operária.

8- SENSIBILIDADES E CULTURA URBANA
COORDENADOR: PÁDUA SANTIAGO

O presente simpósio temático pretende possibilitar o intercâmbio de pesquisadores, grupos de pesquisa cuja prática de seus estudos alia diversidade de fontes e diálogos com os conhecimentos produzidos pelas ciências humanas. Nosso objetivo é fazer desse encontro um apoio para aqueles que estão em processo de produção e execução de trabalhos monográficos centrados na história cultural. O aprofundamento volta-se para a temática da cultura urbana e suas expressões de sensibilidades: cinema, brincadeira, humor, música, televisão, imprensa, restaurantes, cemitérios etc. Nesse sentido, a sensibilidade seria o eixo irradiador das apreensões e tradução do mundo. Sobretudo quando essa abordagem articula as relações entre história e literatura, arte, psicologia, antropologia entre outras áreas do conhecimento do humano.

contato: paduasantiago@terra.com.br


9 -
Historiografia Educacional de Ensino de História : Temas, fontes e Abordagens
Coordenadora : Fátima Ária Leitão Araújo fatimamleitao@yahoo.com.br



CINEMA E REVOLUÇÃO ESPANHOLA DE 1936 : REFLEXÕES SOBRE A PRODUÇÃO CINEMATOGRÁFICA AUTOGESTIONADA (1936-1938)

Ministrante : Allyson Bruno Viana (UECE) allybrun@yahoo.com.br

MODA, MULHER E CORPO – PERSPECTIVAS PARA UM CAMPO DE SABER HISTÓRICO

Ministrante : Diocleciana Paula da Silva diocleciana@ig.com.br

CHINA, A NOVA SUPER-POTÊNCIA?

MINISTRANTE: Prof. Guerra

A China hoje possui duas Universidades entre as melhores do mundo e 1,2 milhão de pesquisadores com doutorado. O analfabetismo caiu de 60% para 4%. As mudanças econômicas que vêm ocorrendo há três décadas são verificadas não apenas na infra-estrutura do país, mas também na confiança das pessoas. Esse crescimento, no entanto, tem gerado um enorme abismo entre ricos e pobres e ameaça a estabilidade social. O presente minicurso pretende apresentar a trajetória histórica dessa nação, numa perspectiva escola-novista, utilizando como fonte principal a obra China – uma nova história, do sinólogo americano John Fairbank - então professor de História da China na Universidade de Harvard. Nesse sentido, serão discutidos temas como a unificação do país no séc. II a.C. e a construção da Grande Muralha; o Confucionísmo, o Daoísmo e o Budismo; o império de Gengis Khan; a conquista manchu; o neo-colonialismo e as Guerras do Ópio; a rebelião Taiping; a Revolta dos Boxers; o nascimento da burguesia e a origem do Partido Comunista Chinês - PCC; a Longa Marcha; a Revolução de 1949; a Questão do Tibete e de Taiwan; o Grande Salto para a Frente; a Revolução Cultural; as reformas pós-Mao (que originaram uma economia de mercado socialista) e as suas relações com o Ceará e o Brasil, bem como sua presença em nosso estado.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
1. ALVES, Ivan de Castro. A China que eu vi. Fortaleza: 1984.
2. BRIDI, Sônia. Laowai. Florianópolis: Letras Brasileiras, 2008.
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4. CHINA. Guia Visual. São Paulo: Publifolha, 2007.
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6. CHUNG-SHU, Fang. A Arte Chinesa do Amor. Rio de Janeiro: Ediouro.
7. COGGIOLA, Oswaldo. A Revolução chinesa. São Paulo: Ed. Moderna.
8. CUNXIN, Li. Adeus, China - O Último Bailarino de Mao. São Paulo: Fundamento, 2008
9. DEVILLERS, Philippe.Conhecer Mao. São Paulo: Ed. Ática.
10. EITEL, Ernest J. Feng Shui. São Paulo: Editora Ground.
11. El Movimento del Reino Celestial Taiping. Pekin: Guozi Shudian, 1979.
12. FAIRBANK, John King e GOLDMAN, Merle. China, uma Nova História. Porto Alegre: Editora LPM, 2007
13. FINGER, Charles J. A Essência da Sabedoria de Confúcio. R. de Janeiro: Ediouro
14. FLORENTIN, A. Tibete - Terra de Mistério e Magia. Rio de Janeiro: Ediouro.
15. GIFFONI, Luis. China, o Despertar do Dragão. Belo Horizonte: Ed. Leitura.
16. GIORDANI, Mário Curtis. História da Antiguidade Oriental. Petrópolis Vozes
17. GIORDANI, Mário Curtis. História da Ásia Anterior aos Descobrimentos. Petrópolis: Editora Vozes
18. GRANET, Marcel. A Civilização Chinesa. Rio de Janeiro: Otto Pierre Editores.
19. GUIDI, Chen e CHUNTAO, Wu. O Segredo Chinês. Rio de Janeiro: Ed. Record.
20. GYATSO, Tenzin. Tantra no Tibete. São Paulo: Pensamento.
21. HAESBAERT, Rogério. China - entre o Oriente e o Ocidente. São Paulo: Ática
22. HENFIL. Henfil na China - antes da Coca-Cola. Rio de Janeiro: Codecri, 1980.
23. HOBSBAWN, Eric. Da Revolução Industrial Inglesa ao Imperialismo.
24. JOPPERT, Ricardo. O Alicerce Cultural da China. Rio de Janeiro: Avenir, 1978.
25. KYNGE, James. A China Sacode o Mundo. São Paulo: Ed. Globo, 2007.
26. La Revolución de 1911. Pekin: Ediciones em Lenguas Extranjeras, 1976.
27. MAMIGONIAM, Armen e PORTELA, Fernando. China. São Paulo: Editora Ática.
28. MENEZIES, Gavin. 1421 - O Ano em que a China descobriu o Mundo. Rio de Janeiro: Ed. Bertrand, 2007
29. MERTON, Thomas. A Via de Chuang Tzu. Petrópolis: Editora Vozes.
30. MINICK, Michael. A Sabedoria Kung Fu. Rio de Janeiro: Editora Artenova.
31. MUYLAERT, Roberto. China, Chá e Cheng. São Paulo: Ed. Moderna.
32. POMAR, Wladimir. China - o Dragão do século XXI. São Paulo: Editora Ática.
33. POMAR, Wladimir. (Org.) A Revolução Chinesa. São Paulo: UNESP, 2004.
34. PINTO, Paulo Antonio Pereira. A China e o Sudeste Asiático. P. Alegre: UFRGS
35. PONTES, Osmundo. China - Homem e Paisagem. Fortaleza: 1987.
36. SHENKAR, Oded. O Século da China. Porto Alegre: Editora Bookman, 2005.
37. SILVA, Fernando Correia da. Contos Chineses. Rio de Janeiro: Ediouro.
38. SOUZA, E. P. de e MARTINS, Maria J. (Trad.) I Ching. São Paulo: Hemus
39. SPENCE, Jonathan D. Em Busca da China Moderna. São Paulo: Cia das Letras
40. STORY, Jonathan. China - A corrida para o mercado. São Paulo: Editora Futura
41. SUSSMANN, David J. Que é Acupuntura. Rio de Janeiro: Record.
42. TSÉ, Lao. Tao Te King. São Paulo: Editora Hemus.
43. TSU, Sun. A Arte da Guerra. São Paulo: Universo dos Livros, 2006.
44. TAO, Wang. Explorando a China. São Paulo: Editora Ática.

HISTÓRIA E CINEMA: UMA POSSIBILIDADE DE LEITURA DO BRASIL COLONIAL.

Adson Rodrigo S.Pinheiro-UECE
adson.rodrigo@gmail.com
Este mini-curso tem por objetivo indicar as possibilidades e os procedimentos teóricos metodológicos no trato com a linguagem filmográfica, fazendo com que se perceba o filme como um documento para a História, e como tal, pode trazer à tona diversas questões que se relacionam com as formas de interpretação e de reconstrução de um passado. Ademais, nesse sentido, vimos por meio deste também trabalhar o Brasil Colonial, um período que é um tanto complexo quanto instigante e que pode oferecer profundas reflexões para que se entenda um pouco a atual sociedade brasileira.
Metodologia:
Exposição oral; discussões em grupo; análise filmográfica.
Material para uso:
Datashow, televisão e DVD.
Bibliografia
BERNARDET, Jean-Claude. O que é o Cinema. 11a ed. São Paulo: Brasiliense. 1991.
CAPELATO, Maria Helena et.al. História e cinema: Dimensões históricas do audiovisual. São Paulo: Alameda, 2007.
COSTA, Antonio. Compreender o Cinema. 2a ed. São Paulo: Globo, 1989.
DUTRA, Roger Andrade. “Da historicidade da imagem à historicidade do cinema”. Projeto História, São Paulo, n.21, 2000.
FERRO, M. O filme: uma contra-análise da sociedade? In: LE GOFF, J. NORA, P. História: novos objetos. 4 ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995.
__________. A história vigiada. São Paulo: M. Fontes, 1989.
__________. Cinema e história. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
LAGNY, Michel. Escrita fílmica e leitura da história. Cadernos de antropologia e Imagem. Rio de Janeiro, 2000.
MIRANDA, Ana. Desmundo. Companhia das Letras: São Paulo, 2003.
PIRES, Lenita Verônica. Visões de Mulher: O feminino entre a colônia e a metrópole. Moda Brasil – Universidade Anhembi Morumbi. Disponível no site: http://www2.uol.com.br/modabrasil/leitura/visoes_mulher/index.htm Acesso em 2/2/2009.
NÓVOA, Jorge e Barros, José D´Assunção. Cinema-História: teoria e representações sociais do cinema. Rio de Janeiro, Apicuri, 2008.
____________. Apologia da relação cinema-história. In: Revista O Olho da História, n. 1. Disponível em www.oolhodahistoria.ufba.br.
ROSENSTONE, Robert. História em Imagens/História em palavras: reflexões sobre as possibilidades de plasmar a história em imagens. O olho da História, 1998.

PASSEIO PÚBLICO – UM OLHAR SOBRE A HISTÓRIA DE FORTALEZA

MINISTRANTE :
Francisca Nádia Nascimento Brito nadiabrito1986@hotmail.com
Graduanda – História UECE

Quantos de nós, ao passarmos pelas diversas praças de nossa cidade, nos perguntamos a importância desses logradouros para nossa história? Muitas vezes ouvimos falar inúmeras histórias a cerca da criação desses espaços, as figuras ilustres que por ali passaram os crimes, as festas, enfim os acontecimentos que marcaram a memória do povo, ainda que alguns desses acontecimentos tenham sido fruto da imaginação e da criatividade de nossos contadores de histórias. Neste mini-curso abordaremos desde a fundação do Forte de Shoonenborch até a atualidade, tendo o Passeio como eixo a partir do qual iremos trabalhar vários aspectos. Além dos aspectos mais práticos, por assim dizer, da criação e dos fatos que ocorreram nesses espaços públicos, proponho um olhar mais profundo mostrando como através do Passeio Público de Fortaleza podemos analisar a história de nossa cidade. A partir da leitura de livros, crônicas e documentos oficiais, buscando o diálogo entre a História e a Literatura, objetivamos sistematizar a história desse logradouro analisando a relação desse espaço com a história de nossa cidade, com a utilização de crônicas e a percepção dos olhares de seus autores que retratam com muita propriedade o cotidiano de Fortaleza. Entendemos que com o avançar do século XX, a população encontra outros espaços de lazer e encontros sociais, as praças, portanto, vai progressivamente perdendo o destaque, essa perda de importância reflete as necessidades modernizadoras de Fortaleza e da sociedade fortalezense que se afasta cada vez mais de seu passado e de sua História como uma forma de buscar a modernização e o progresso tão visados. Iremos realizar na quarta-feira a partir das 09:00hs dia 01/04 um percurso no Passeio Público, onde poderemos conhecer o espaço sobre o qual estaremos dialogando, utilizaremos crônicas, fotos e vídeos para melhor compreendermos a história desse logradouro e sua relação com a história de Fortaleza.

AZEVEDO, Otacílio. Fortaleza Descalça. Edições UFC, 1983. Fortaleza -CE

BARROSO,Gustavo. A margem da historia do Ceará . Imprensa Universitária do Ceará da UFC, 1977. Fortaleza-CE

Coração de Menino.1939 . Getulio Costa Editor. Rio de Janeiro – RJ

BEZERRA, Antonio. Descrição da cidade de fortaleza., na revista do Instituto do Ceará, v.9, 1985.

CAMINHA, Adolfo . A Normalista..ABC Editora. Fortaleza-CE 2001

CORDEIRO,Celeste. O Ceará na segunda metade do século XIX. Uma nova historia do Ceará organização Simone de Souza. Fundação Demócrito Rocha. 2002. Fortaleza – CE

CAMPOS, Eduardo. Capítulos de História da Fortaleza do século XIX – O social e o urbano. Edições UFC – Coleção José de Alencar – Fortaleza – 1985

FILHO, João Ernani Furtado. Soares Moreno e Matias Beck inventario de uma polemica nos escritos de Ismael Pordeus . Coleção outras historias -13 . Museu de Ceará , 2002. Fortaleza-CE

FONTENELE, Airton. Como nasceu o futebol no ceará. Ceará de corpo e alma. Relume Dumará . Rio de janeiro- RJ. 2002

GIRAO, Raimundo. Fortaleza e a crônica histórica. . UFC. Casa de José de Alencar. 1997. 2ª Edição. Fortaleza-CE

NOGUEIRA, João . Fortaleza Velha . Edições UFC. 1981 Fortaleza-CE

Fortaleza. Praças, parques e monumentos. Centro Antigo. Prefeitura Municipal. Funcet.

Pimentel , José Ernesto. A ARISTOCRATIZAÇÃO PROVINCIANA EM FORTALEZA

(1840-1890)

MENEZES, Raimundo de.Coisas que o tempo levou. Clássicos cearenses. Edições Demócrito Rocha.2006. Fortaleza-CE

PONTE, Sebastião Rogério . A cidade remodelada. (1889-1930) Fortaleza A gestão da cidade. UFC- NUDOC- Fundação Cultural de Fortaleza.1995. Fortaleza-CE

Fortaleza 1910 . Edição da Universidade Federal do Ceará . Fortaleza-CE

NIREZ. Fortaleza de Ontem e de hoje. Fundação Cultural de Fortaleza.1991. Fortaleza-CE

SARMIENTO, Lídia e FILHO, José Capelo. Guia Arquitetônico. Fortaleza Oficina de projetos S/S LTDA – Fortaleza - 2006

SILVA FILHO, Antonio Luiz de Macedo. Fortaleza : imagens da cidade. Fortaleza-CE . Museu do Ceará ; Secretaria da Cultura e Desporto do Estado do Ceara .2001

A POLÍTICA ARMADA : OS MOVIMENTOS GUERRILHEIROS NA AMÉRICA LATINA (1959 AO DIAS ATUAIS)

Ministrante: Fabiano Sousa (Graduando em História pela UECE)
Este Mini-curso tem como objetivo tentar compreender e ao mesmo tempo discutir sobre o que levaram determinados grupos de militantes identificados com o ideário da esquerda e do socialismo, a lutarem de armas na mão contra regimes ditatoriais ou não no subcontinente latino-americano durante o final da década de 50 até os dias atuais, inserindo os mesmos no contexto histórico em que eles estão presentes, ou seja, no período da guerra fria e pós-guerra fria, desmistificando o conceito de que elas surgiram apenas para destituir as ditaduras de seus respectivos países, entendendo não só antes como também depois da queda do muro de Berlim, esses movimentos ainda insistem em marcar a vida política de nosso sub-continente
Analisaremos os conceitos a respeito do mesmo, analisando tática, estratégia e as motivações políticas desses movimentos e as várias idéias que deram suporte teórico a esses movimentos nesta época citada acima no titulo, como também a própria atuação desses variados movimentos no decorrer dos anos , inclusive no Brasil
Com o auxilio da história oral preparemos para o ultimo dia o relato de um dos participantes desses movimentos analisados nesse mini-curso.

Referências :
Saint-Pierre, Hector Luís. A Política armada: Fundamentos da guerra revolucionária, São Paulo, Unesp, 1999
Gorender,Jacob. Combate nas trevas. São Paulo, 3º edição, Ática, 1996
Freire, Raimundo Rosélio Costa. Pão de Fel : Das utopias revolucionárias ao seqüestro de Abílio Diniz .Fortaleza , ed. Premius, 2002
Marighela, Carlos. Escritos de Marighela, São Paulo, Livramento, 1979
Castañeda, Jorge. A utopia desarmada, São Paulo, Ática, 1993
Guevara, Che. Guerra de guerrilhas, São Paulo, Paz e terra, 1984
Vários autores .Revista Terceiro Mundo , nº 76 ano VII, Pag 22-48, 1983
Tse-Tung, Mao. Obras Escolhidas, São Paulo, Alfa-Omega, São Paulo, 4v, 1974
EZLN. Documentos e comunicados, São Paulo, Terra e Paz, 1999
Lênin, Vladimir I, O estado e a revolução, São Paulo, Paz e Terra , 1980
Clausewitz, C.von. da guerra. São Paulo, Martins Fontes, 1979
Fernandes, Florestan. Da guerrilha ao socialismo: A Revolução Cubana, São Paulo, T.A. Queiroz, 1979

EXPERIÊNCIAS E TRATOS COM DOCUMENTOS COLONIAIS NO CEARÁ: INVENTÁRIOS E AUTOS DE QUERELA E DENÚNCIA

MINISTRANTES : Ana Cecília F. de Alencar História - Graduação UECE
e-mail: anacecyfarias@hotmail.com
Vinicius A. de Oliveira História - Graduação UECE
e-mail: viniciuslog6@hotmail.com
Percebemos que em toda a nossa vida acadêmica e mesmo escolar a historiografia cearense pouco acrescenta a respeito de seu Período Colonial. Por mais que exista uma soma considerável de trabalhos sobre esse assunto boa parte dele não chega ao nosso conhecimento. O mesmo acontece no que diz respeito a sua fonte documental. O único lugar em que as fontes coloniais podem ser encontradas fica no Arquivo Público do Estado do Ceará e em algumas publicações. O difícil acesso e a falta de organização e conservação desestimulam muitos pesquisadores interessados em falar sobre esse rico período.
Objetivo:
Através desse Mini Curso pretendemos aproximar os alunos de graduação em história da UECE para a questão da pesquisa em documentos do período colonial cearense e assim tentar despertar tais pesquisadores para a importância de se trabalhar com o Período Colonial.
Metodologia:
● Apresentação das pesquisas dos dois palestrantes.
● Utilização de textos complementares para o entendimento e organização de documentos coloniais.
● Descrição e detalhamento dos Autos de Querela e Denúncia e Inventários.
● Apresentação de uma bibliografia básica sobre o assunto.
Bibliografia Básica
ABREU, João Capistrano de. Capítulos de Historia Colonial: 1500-1800 & Os caminhos antigos e o povoamento do Brasil. 2 ed. Brasília: edunb,1998.
BRASIL. Ministério da Cultura. Catálogo de documentos manuscritos avulsos da Capitania do Ceará: 1618-1832 / organizador Gisafran Nazareno Mota Jucá. – Brasília: Ministério da Cultura; Fortaleza: Universidade Federal do Ceará: Fundação Demócrito Rocha, 1999.
CARDOSO, Ciro Flamarion & VAINFAS, Ronaldo (Org.). Domínios da História. Ensaios de Teoria e Metodologia.- Rio de Janeiro: Campus, 1997.
FREYRE, Gilberto. Casa-Grande & Senzala. Rio de Janeiro, RJ, Editora Nova Aguilar, S.A., 1977.
LEVI, Giovanni. A herança imaterial: trajetória de um exorcista no Piemonte do século XVII. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.
MACEDO, Deoclécio. Notariado cearense: história dos cartórios no Ceará, 4v. Fortaleza: Expressão Gráfica, 1991.
PINTO, Luciana Suarez Galvão. O arraial de São Sebastião (Ribeirão Preto): A cafeicultura e as mutações da riqueza, 1849-1900. Projeto da tese (mestrado em História) USP. São Paulo, 2001. Disponível: Acessado em 12 jul. 2008, 18h.
SAMARA, Eni de Mesquita, DIAS, Madalena Marques, BIVAR, Vanessa dos Santos Bodstein. Paleografia e fontes do período colonial brasileiro. Estudos Cedhal -nova série – n.11, FFLCH/USP, São Paulo: Ed. Humanitas, 2005.
SAMARA, Eni de Mesquita. A família brasileira. 2 ed. São Paulo: Brasiliense.
SAMARA, Eni de Mesquita, TUPY, Ismênia S. Silveira T.. História & Documento e metodologia. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.
SOUSA, Simone (coord.). História do Ceará, Fortaleza: Fundação Demócrito Rocha, 1994.
VIEIRA JR., Antonio Otaviano. Entre paredes e bacamartes: história da família no sertão (1780-1850). Fortaleza: Ed. Demócrito Rocha; São Paulo: Hucitec, 2004.

Trajetórias de vida e projetos políticos: ações individuais e coletivas na pesquisa histórica.

Ministrante: Altemar da Costa Muniz
Curso: História FECLESC (Quixadá)
E-mail: altemarmuniz@gmail.com
O mini-curso tem o objetivo de apresentar experiências de pesquisas sobre situações históricas em que as ações individuais assumem dimensões que parecem sobrepor-se aos condicionamentos estruturais e superestruturais. Destacar-se-á o estudo das trajetórias de vida desses indivíduos como método que permite compreender especificidades da formação intelectual, treinamento, ação política e formação de projeto de poder.
Tomar-se-á como referência o estudo sobre o processo histórico de construção do projeto político “mudancista” no Ceará, tomando como foco de análise as articulações entre as trajetórias de vida de quatro lideranças empresariais, que tiveram importantes papéis no surgimento deste - Bení Veras, Amarílio Macedo, Tasso Jereissati e Sérgio Machado - com os espaços de sociabilidades, onde estes homens conheceram-se e como desenvolveram suas concepções e ideários políticos ao longo de suas gestões no Centro Industrial do Ceará (CIC), nos anos de 1979-1986.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LOBRIGA, Sabrina. A biografia como problema. In REVEL, Jacques (org.) Jogos de Escala. Rio de Janeiro. FGV. 1998.
LEVI, Giovanni. Usos da Biografia in FERREIRA, Marieta e AMADO, Janaína. Usos e Abusos da História Oral. Rio de Janeiro. FGV. 2002.
SCHMIDT, Benito Bisso. A biografia histórica: o retorno do gênero e a noção de contexto, in GUAZELLI, César Augusto Barcellos et alii.. A questão da teoria e da metodologia da história. Porto Alegre, Ed.Universidade/UFRGS, 2000.
SCHMIDT, Benito Bisso. Construindo Biografias ... Historiadores e Jornalistas:
Aproximações e Afastamentos in Estudos Históricos, Rio de Janeiro, n. 19, 1997.
MUNIZ, Altemar da Costa. Trajetórias de vida, espaços de sociabilidade e projeto político da burguesia “mudancista” cearense (1978-1986). Tese de doutorado em História Social da UFRJ. 2007.

LINGUAGENS DO ENSINO DE HISTÓRIA: EXPERIÊNCIAS DA SALA DE AULA DO ENSINO FUNDAMENTAL À HISTÓRIA PRÉ-VESTIBULAR

Ministrante : João Eudes Alexandre – Graduando em História pela UECE, Capacitado em Arte-Educação pelo Instituto Matriz Criativa e Professor de História do Ensino Básico e Pré-Universitário
O objetivo do presente Mini-Curso é, justamente, tratar dos “objetivos” do ensino de história fora do ambiente acadêmico, debater o distanciamento que existe entre esses dois universos focando na problemática de como alcançar na prática o que teoricamente defendemos: a democratização na forma de contato com bens culturais, promovendo a valorização da memória ao desenvolver um programa diversificado de ação educativa.
O Público alvo engloba todo e qualquer interessado no debate sobre o tema História e Ensino. Esse breve curso, em caráter de workshop, é um espaço de troca de experiências e saberes visando ampliar as possibilidades do trabalho em sala de aula, sempre centrando na prática, dando ênfase a trabalhos e situações prováveis, não em possibilidades que desarticuladas de nossa realidade de Ensino.
Trabalhando temas como Educação Patrimonial, Indisciplina em Sala de Aula e Rotina do Ensino Pré-Vestibular. Buscamos repensar sobre uma forma de Ensino que tende a ser desvinculada do conhecimento acadêmico, mas que pode, e deve, integrar-se ao mesmo. Assim este mini-curso divide-se em três momentos: Olhares sobre o Ensino; Trabalho dentro e fora de sala e Encontrando/Construindo uma ação educativa.
Referências
BACHELARD, Gaston. 1884-1962. A filosofia do não; O novo espírito científico; A poética do espaço. Seleção de textos de José Américo Motta Pessanha ; traduções de Joaquim José Moura Ramos, Remberto Francisco Kuhnen, Antônio da Costa Leal e Lídia do Valle Santos Leal. Série: Os Pensadores – São Paulo: Abril Cultural, 1978.
CERTEAU, Michel de. A invenção do Cotidiano: 1. artes de fazer. Tradução de Efharaim Ferreira Alves. 9ª edição. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2003.
CHAUI, Marilena. Conformismo e Resistência: aspectos da cultura popular no Brasil. 5ª edição. – São Paulo: Brasiliense, 1993.
NEVES, B. A. C.. Patrimônio Cultural e Identidades. In: Clerton Martins. (Org.). Turismo, Cultura e Identidade. São Paulo: Roca, 2003, p. 49-61.
NIKITIUK, Sônia M. Leite. (Org.) Repensando o ensino de história. 4ª Ed. – Dão Paulo: Cortez, 2001.

PROPAGANDA E PROJETO CULTURAL NO ESTADO NOVO

4 - PROPAGANDA E PROJETO CULTURAL NO ESTADO NOVO

Proponentes :
Moisés: zeislu@hotmail.com
fone: 8794-4735

Gabriela: gabidbc@hotmail.com
fone: 8851-4427

Janilson Rodrigues Lima: janilsonazul@hotmail.com
fone: 9951-9181

Vamos ministra nas três aulas do mini-curso uma discussão a respeito do Estado Novo, tentando relatar aos alunos inscritos, como se deu, de forma introdutória, a chegada de Vargas até ao Governo Federal, pela “Revolução de 1930” e como se consolidou o Estado Novo.
Nas aulas seguintes abordaremos o projeto cultural do Estado Novo, onde está em jogo todo um discurso sobre, o nome do regime (“Estado Novo”) e seus objetivos. Não é por acaso que se dá esse nome ao atual regime, pois havia todo um discurso em cima do “novo”. A partir de 1937 o Governo visa em projeto um “novo país” com uma nova roupagem, ou melhor, um “novo cidadão”, entrando em cena um discurso de eugenia e junto toda uma nova educação, voltada a esse projeto cultural, tendo o “novo” como sendo o principal objetivo da política, seja um “novo país” ou um “novo homem”.
Junto a este projeto cultural do Estado Novo, não podemos esquecer ou descartar o papel do DIP, pois é través deste, que Vargas vai divulgar e projetar na sociedade todo o seu projeto de uma “nova nação”, baseada na “cidadania do trabalho”, onde muitas vezes a carteira de trabalho era muito mais importante que uma identidade, para ser identificado com um cidadão, neste período. Este órgão será responsável pela propaganda não só impressa como, as canções, livros literários e didáticos. Havia toda uma divulgação dos ideais do Estado Novo através dessa propaganda feita de forma organizada e selecionada, pois além da produção o DIP, censurava algumas divulgações.
Assim procurarmos fornecer informações para uma melhor compreensão deste período e de quais eram algumas de suas práticas para alcançar seu projeto cultural, nos anos de 1937 e 1945.


BIBLIOGRAFIA.

ARAÚJO, Erick Assis de. Nos Labirintos da Cidade: Estado Novo e o Cotidiano das classes Populares em Fortaleza. _Fortaleza: INESP, 2007. 338p.

MOREIRA, Afonsina Maria Augusta. Juventude da pátria a(r)mada: O Centro Estudantal Cearense Em Fortaleza, 1931-1945 / Tese de mestrado PUC/São Paulo 1999.

CAPELATO, Maria Helena Rolim. Multidões em Cena. Propaganda política no varguismo e no peronismo/Maria Helena Capelato. – Campinas, SP: Papirus, 1998. – ( Coleção textos do tempo).

FERREIRA, Jorge e DELGADO, Lucilia de Almeida Neves. O tempo do Nacional-estatismo: do início da década de 1930 ao apogeu do Estado Novo / organização Jorge Ferreira e Lucilia de Almeida Neves Delgado. – Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. – (O Brasil Republicano; v.2).

ARAÚJO, Maria Celina Soares D’. O Estado Novo/Maria Celina D’ Araújo. –Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. , 2000.

LENHARO, Alcir, 1946 – Sacralização da Política/Alcir Lenharo. – Campinas – 2ª ed. – SP: Papirus, 1986.

PAULO, Heloísa Helena de Jesus. O DIP e a juventude – ideologia e propaganda estatal (1939/1945). In: Revista brasileira de história – São Paulo, ANPUH/Marco Zero, vol. 7, nº 14, março/agosto de 1987.

HISTÓRIA ORAL: O PASSADO ENTRE MUITAS VOZES

Proponentes:
Prof. Cícero Joaquim dos Santos – Mestrando em História e Culturas (UECE).
cjoaquims@yahoo.com.br 8810 9362
Profª. Alyne B. Virino – Mestranda em História e Culturas (UECE)
alynevirino@gmail.com 3262 1528 – 8806 0912
Temática / Justificativa:
Perante a renovação historiográfica do século XX, novos olhares para objetos antes desprezados, fontes não valorizadas e sujeitos silenciados demonstraram o alcance de novas perspectivas e abordagens para o oficio do historiador. Nas emergentes possibilidades de pesquisa a metodologia da história oral vem ganhando cada vez mais credibilidade e conquistando espaços antes renegados a prática da pesquisa histórica.
Nesse sentido, imerso no universo da oralidade e imbricada em subjetividades e sensibilidades dos narradores, a história oral, enquanto uma metodologia de pesquisa é bastante reveladora das experiências sociais do passado. De igual modo, pode ser elucidativa à relação entre passado e presente, envolvendo as circunstâncias sociais da contemporaneidade. Além disso, possibilita compreender as mudanças e permanências de práticas, embates pela memória, representações sociais, (re)invenções e (re)significações de ações e sentidos.
Entre história e história oral, novas problemáticas estão surgindo, o que contribui para o debate acadêmico e, conseqüentemente, à (re) elaboração de conceitos e posturas escritas em projetos de pesquisas, divulgados em eventos acadêmicos e publicações das mais diversas. Por tudo isso, acreditamos ser de inestimável valor a discussão relacionada às questões tocantes à história oral, na medida em que possibilita compreendermos o passado entre muitas vozes, suas problemáticas e perspectivas de pesquisas, desenvolvidas pelos historiadores da história social da memória e, mas recentemente, da história cultural.
Objetivos:
Objetivo Geral:
Refletir sobre o alcance da história oral enquanto uma metodologia para a pesquisa histórica e sua contribuição para o entendimento das experiências sociais que permeiam a relação entre passado e presente.
Objetivos específicos:
• Contribuir para a compreensão das questões teórico-metodológicas do trabalho de pesquisa a partir da metodologia da história oral;
• Possibilitar o entendimento da relação entre história cultural e história oral, dando destaque as subjetividades dos narradores;
• Dialogar problemáticas e perspectivas de pesquisas relacionadas à metodologia da história oral.
Metodologia:
A metodologia trabalhada será através de aulas explicativas e debates de textos relacionados à temática proposta.
Referências Bibliográficas (Textos para leitura)
• AMADO, Janaína e FERREIRA, Marieta de Moraes. Apresentação. In: ___. Usos e abusos da história oral. Rio de Janeiro: FGV, 2006, pp. vii-xxv.
• FREITAS, Sônia Maria de. História Oral: potencialidade e possibilidades. In: FREITAS, Sônia Maria de. História Oral: Possibilidades e Procedimentos. São Paulo: Associação Editorial Himanitas/USP,2006, pp.77-101.
• PESAVENTO, Sandra Jatahy. Sensibilidades: escrita e leitura da alma. In: PESAVENTO, Sandra Jatahy e LAGUE, Frédérique. Sensibilidades na história: memórias singulares e identidades sociais. Porto Alegre: UFGRS, 2007, pp. 9-21.

OS CONCEITOS E DEFINIÇÕES NO ESTUDO DAS RELIGIÕES

MINISTRANTE: Antonio Alves dos Reis Neto Graduado em história
EMENTA
O presente mini-curso abordará os caminhos fundamentais que o historiador deverá traçar em suas pesquisas sobre religião e/ou sobre as religiosidades existentes hoje como no passado seja ele próximo ou remoto, e como o pesquisador deverá proceder diante de sua documentação. Serão abordados os autores que fizeram grandes exposições sobre o tema e como foram feitas essas exposições, assim como serão apresentados os conceitos fundamentais sobre as religiões, conceitos esses apoiados no estudo de antropólogos. Juntamente serão apresentados modelos de pesquisa e como foram procedidas essas pesquisas tendo como etapa final e exposição de modelos que poderão ser utilizados para dar consistência e fundamentos às pesquisas nesta área.
OBJETIVOS
O mini-curso tem por objetivo capacitar os participantes a poderem realizar pesquisas na área de religiões e religiosidades bem como proceder diante de documentação na respectiva área. Também orientar sobre materiais utilizados e apresentar as pesquisas mais recentes dentro da área.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
Artigos
ALMEIDA, W. B. Mauro. Simetria e antropia: sobre a noção de estrutura de Levi-Strauss. Revista de Antropologia. São Paulo, v, 42, n.1-2, p. 1-19, 1999.
BARROS, Jose D’ Assunção. Vária História, Belo Horizonte, v.22, n.33 p.1-12, 2006.
CANDIDO, Maria Regina. Magia do katádesmos: téchne do saber fazer. Hélade. São Paulo, v. 3, n. 1 p. 23-34, 2002.
_____________________. Religião, rito e magia na Atenas Clássica: a visão da historiografia. RBHR. São Paulo, v. 1, n. 1, p. 45-53, 2008.
DOBRORUKA, Vicente. Mito e história na antiguidade: esboço para um estudo de conjunto dos limites entre religiosidade e metahistória. Boletim do Centro de Pensamento Antigo. Campinas, Vols.20-21, 2008.
MACHADO, Jonas. Cultura popular e religião: subsídios para a leitura de textos bíblicos a partir da história cultural de Carlo Ginsburg. Orácula. São Bernardo do Campo, v. 1, n. 1, p. 1-17, 2005.
OTTERMANN, Monika. O conceito de mito em Jas Assmann: anotações metodológicas para a pesquisa bíblica. Orácula. São Bernardo do Campo, v. 1, n. 2, 69-83, 2005.
ROSSI, Andréa Lúcia Dorine de Oliveira Carvalho. Mitologia: abordagem metodológica para o historiador da antiguidade clássica. História. São Paulo, v. 26, n. 1 p. 1-14, 2007.
SCHWARCZ, Lilia K. Moritz. Questões de fronteira: sobre uma antropologia da historia. Novos Estudos – CEBRAP. São Paulo, n.72, p.1-22, 2008.
SCHWARCZ, Lilia K. Moritz. História e etnologia: Levi-Strauss e os embates em região de fronteiras. Revista de Antropologia. São Paulo, v.42, n.1-2, p.1-14, 1999.
Obras gerais
“ARIES, Philippe. A história das mentalidades”. In: LE GOFF, Jacques. Org. A história nova. São Paulo; Martins Fontes, 2005.
BETHENCOURT, Francisco. O imaginário da magia: feiticeiros, adivinhos e curandeiros em Portugal no século XVI. São Paulo; Companhia das Letras, 2004.
BLOCH, Marc. Apologia da história: ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editor. 2001.
____________. Os reis taumaturgos: o caráter sobre natural do poder régio na França e Inglaterra. São Paulo. Companhia das Letras. 1993.
BRIEND, J. Uma leitura do Pentateuco. 3° ed. São Paulo. Paulus, 1985.
BRIGHT, John. História de Israel. 7° ed. São Paulo. Paulus, 2003.
BURKE, Peter. Historia e teoria social. São Paulo; editora UNESP, 2002.
CARDOSO, Ciro Flamarion: um historiador fala de teoria e metodologia: ensaios. São Paulo; EDUSC, 2005.
CARDOSO, Ciro Flamarion; HECTOR, Perez Brignoli: os métodos da historia. 6° ed. Rio de janeiro; Graal, 2002.
CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo. Os domínios da história. Rio de janeiro; Elsevier, 1997.
CARDOSO, Ciro Flamarion. O antigo Egito. São Paulo; Brasiliense, 2004.
DARNTON, Robert. O grande massacre de gatos: e outros episódios da história cultural francesa. São Paulo; Graal, 1986.
DE CERTEAU, Michel. A escrita da história. Rio de Janeiro; Forense Universitária, 2006.
DOSSE, François. A história em migalhas. São Paulo; EDUSC, 2003.
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ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano: a essência das religiões. São Paulo; Martins Fontes, 1992.
FOHRER, George. História da religião de Israel. São Paulo; Paulos, 2006.
FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. 7°ed. Rio de Janeiro; Forense Universitário, 2005.
“HERMANN, Jacqueline. Historia das religiões e religiosidades”. In: CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo. Orgs. Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro, Elsevier, 1997.
KAUFMANN, Yehezkel. A religião de Israel: do início ao exílio Babilônico. São Paulo; Perspectiva, 1989.
KERMODE, Frank, ALTER, Robert Edmond. Guia literário da bíblia. São Paulo; UNESP, 1998.
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“Mito: distância e mentira”. In: GINZBURG, Carlos. Olhos de madeira: nove olhares sobre a distância. São Paulo; Companhia das Letras, 2001.
MASSENZIO, Marcello. A Historia das Religiões na Cultura Moderna. São Paulo; Hedra, 2005.
NOGUEIRA, Carlos Roberto Figueiredo. Bruxaria e historia: as práticas mágicas do Ocidente cristão. São Paulo; EDUSC, 2004.
REIS, Jose Carlos. Escola dos Annales: a inovação em história. 2° ed. São Paulo; Paz e Terra, 2000.
______________. História e teoria: historicismo, modernidade, temporalidade e verdade. 2° ed. Rio de Janeiro; Editora FGV, 2005.
______________. A História entre a filosofia e a ciência. 3° ed. Belo Horizonte; Autêntica, 2004.
ROCHA, Everardo. O que é mito. São Paulo; brasiliense, 1999.
ROJAS, Carlos Antonio Aguirre. Fernand Braudel e as Ciências Humanas. Londrina; Eduel, 2003
SANZI, Ennio. Cultos orientais e magia no mundo helenístico-romano: modelos e perspectivas metodológicas. Fortaleza; EdUECE, 2006.
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WOLFF, Hans Walter. Bíblia antigo testamento: introdução aos escritos e aos métodos de estudo. 3° ed. São Paulo; Paulos, 2003.

DIÁLOGOS DA HISTÓRIA COM A LITERATURA.

MINISTRANTE: José de Arimatéa Vitoriano de Oliveira. Mestrando em História – UECE. e-mail: ari_vitoriano@hotmail.com telefones: 8838-0673 / 3478-3911.

RESUMO:

Sem desconsiderar que tanto a história como a literatura possuem métodos e exigências diferenciados e que mesmo suas metas podem ser distintas, podemos e devemos entrever, a partir dos pressupostos teórico-metodológicos evidenciados com a Nova História Cultural, que estas duas narrativas se empenham num esforço de capturar aspectos da vivência humana, de re-apresentar o real e, embora suas estratégias de argumentação sejam diferentes, ambos, história e literatura, têm por objetivo a reconfiguração de um passado, “real” ou “imaginário”, onde critérios como o da credibilidade e o da verossimilhança são observados. Conforme nos alerta Sandra Pesavento, o historiador, na sua busca de construção de um conhecimento sobre o mundo, objetivando resgatar as sensibilidades de uma outra época, a maneira como os seres humanos representavam a si próprios e à realidade, como não recorrer ao texto literário, que lhe poderá dar indícios dos sentimentos, das emoções, das maneiras de falar, dos códigos de conduta partilhados, da gestualidade e das ações sociais de um outro tempo? E a literatura, por sua vez, não estaria dissociada da narrativa histórica. Sendo assim, buscamos refletir acerca da historicidade dos textos literários e da ficcionalidade da história, entrevendo diálogos possíveis de serem travados.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

BURKE, Peter. O que é história cultural? Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.

CERTEAU, Michel de. A operação histórica. In: LE GOFF, Jacques; NORA, Pierre (org.). História: novos problemas. 4. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995.

CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: 1. Artes de Fazer. 4. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999.

CHARTIER, Roger. A história cultural: entre práticas e representações. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1990.

DECCA, Edgar Salvadori de; LEMAIRE, Ria (org.). Pelas margens: outros caminhos da história e da literatura. Campinas, SP: Ed. da Unicamp; Porto Alegre: Ed. da UFRGS, 2000.

PESAVENTO, Sandra Jatahy (org.). Leituras cruzadas: diálogos da história com a literatura. Porto Alegre: Ed. da UFRGS, 2000.

PESAVENTO, Sandra Jatahy. O imaginário da cidade: visões literárias do urbano – Paris, Rio de Janeiro, Porto Alegre. 2. ed. Porto Alegre: Ed. da UFRGS, 2002.

Revista Brasileira de História. Representações. Vol. 15, N. 29. São Paulo: ANPUH/Contexto, 1995.

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