26/08/2009
Nota ao Professor Pádua.
Queremos, por meio desta nota, mostrar nossa indignação perante o que ocorreu na aula do dia 21 de agosto de 2009.
Ficamos abismados com a reação descabida e desrespeitosa que o Senhor teve com nossa colega e com todos os alunos presentes naquela sala de aula.
Estamos no curso de História por merecimento e direito nosso, ninguém aqui estar por estar, podemos ter nossos defeitos e cometemos erros como estudantes, mas todos os que compõem aquela sala de aula são apaixonados pela História e são muito felizes por estar na instituição UECE.
Não podemos nos calar diante do que ocorreu, pois não somos coadjuvantes do processo de conhecimento e não devemos apenas aceitar, tacitamente, o que os outros falam sem ter uma posição crítica de defesa diante daquilo que acreditamos.
Já que o senhor fala tanto em Ética, deveria saber que não é papel de um professor, profissional da educação, um educador, chamar uma aluna de idiota e dizer que ela é uma “colegialzinha” de maneira bastante pejorativa. Não é esse o papel de quem quer que exista respeitabilidade e uma postura ética dentro da sala de aula, não é essa a atitude de quem busca uma respeitabilidade no curso de História.
É evidente que não é certo que os alunos saiam da sala de aula na hora que bem entenderem ou que entrem sem pedir licença ou mesmo que mandem outras pessoas pegarem seus pertences, mas isso é uma opção.
Não se deve, pois, perder a civilidade e partir para agressões que não condizem com o ambiente da Universidade e com o grau de relações que devem permear a vida acadêmica e, principalmente, a amizade e proximidade que caracteriza a convivência de professores e alunos da UECE.
Cordialmente,
Graduandos do 3º semestre do curso de Licenciatura plena em História da Universidade Estadual do Ceará.
21/08/2009
Sem terra é assassinado durante despejo

Um integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foi assassinado na manhã desta sexta-feira (21) no município de São Gabriel, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Elton Brum, de 44 anos, foi morto com um tiro de arma calibre 12 durante o despejo dos 700 sem terra que ocupavam a Fazenda Southall desde o dia 12 de agosto.
O agricultor foi levado ao Hospital de São Gabriel pelos próprios policiais, que informavam que Brum fora vítima de um mal súbito. A versão, porém, foi desmentida pelo próprio hospital, que confirmou que a morte foi causada por disparo de arma de fogo.
De acordo com a Brigada Militar, 14 pessoas ficaram feridas durante a ação. No entanto, o deputado estadual Dionilso Marcon (PT-RS), que acompanhou a identificação do corpo no hospital, garante que o número de feridos com estilhaços, espadas e mordidas de cachorros é maior do que o divulgado pela polícia.
A ocupação da fazenda iniciou durante a Jornada Nacional pela Reforma Agrária e reivindicava a aplicação dos recursos para saúde, educação e infraestrutura nos assentamentos da região e desapropriação do restante da Fazenda Southall, que teve parte desapropriada em 2008. Eles também pediam a liberação imediata, na Justiça, das fazendas Antoniazzi e 33, em São Gabriel, para o assentamento das famílias acampadas no estado.
Na semana passada, também em São Gabriel, 250 integrantes do MST que ocuparam a Prefeitura da cidade foram despejados de forma truculenta e torturados pela Brigada Militar. Segundo os sem terra, os policiais montaram um “corredor polonês” para que os manifestantes levassem socos e chutes dos policiais. Integrantes do MST acusam a Brigada Militar, ainda, de ter orientado o hospital do município a não atender os 50 sem terras que ficaram feridos e que receberam apenas cuidados rápidos.
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Fonte: Brasil de Fato
Senado colombiano aprova referendo para terceiro mandato

O Senado da Colômbia aprovou, por 56 votos a favor, a realização de um referendo para perguntar aos eleitores se aprovam uma mudança na Constituição para permitir que um presidente se candidate a três mandatos consecutivos. Isso daria a Álvaro Uribe a possibilidade de concorrer de novo nas próximas eleições, em 2010. O esquerdista PDA (Polo Democrático Alternativo) e o também opositor PL (Partido Liberal) se recusaram a votar.
O projeto será submetido à votação, na próxima semana, na Câmara de Representantes, onde, de acordo com a bancada governista, há uma ampla maioria a favor. Se for aprovado, passará à Corte Constitucional e logo depois pode ser levado às urnas, onde os colombianos decidirão a favor ou contra a reeleição do atual presidente.
Uribe, que foi eleito em 2002 e reeleito em 2006, ainda não anunciou se está disposto a se submeter a um terceiro mandato presidencial.
"Muito obrigada em nome de todos aqueles colombianos que acreditam que a política de segurança democrática devolveu a esperança ao país", afirmou o ministro de Interior Fábio Valencia, ao final da votação.
Oposição
Durante a discussão do texto do referendo, a oposição voltou a criticar o governo. O senador do PDA Gustavo Petro se posicionou contra a continuidade de poder, afirmando que "o governo em oito anos não foi capaz de tirar o Estado das máfias".
Já o senador Juan Manuel Galánm PL, filho do ex-candidato presidencial Luis Carlos Galán Sarmiento, assassinado há 20 anos pela máfia, disse que seu partido não participaria "do massacre da Constituição de 91".
Igualmente, antes da votação, vários parlamentares arremeteram contra a Suprema Corte, que ordenou a revista das casas dos congressistas conservadores Alirio Villamizar e Juan Manuel Corzo. A Corte investiga os parlamentares por supostos vínculos com a repartição de benefícios em troca de votos a favor da reeleição de Álvaro Uribe em 2006.
No páreo
Horas antes do início dos debates na Câmara, o ex-ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, reuniu-se com Uribe na capital Bogotá e anunciou, mais uma vez, sua intenção de candidatar-se à presidência.
"Eu disse ao presidente que se houver referendo, reeleição e ele quiser se candidatar, conta com meu total e absoluto apoio. No momento em que ele, por algum motivo, decidir não se apresentar, então, eu serei candidato a suceder-lhe", disse Santos.
Santos foi o principal mentor da política de segurança democrática que se tornou o carro chefe do governo Uribe, cujo principal aspecto trata do combate às guerrilhas colombianas por meio da ação militar, não negociada.
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Fonte: Brasil de Fato
20/08/2009
Protesto contra a insegurança na UECE e reunião com a administração superior
Estudantes da Universidade Estadual do Ceará (UECE) fizeram um protesto na noite desta quarta-feira (19) e fecharam a avenida Dedé Brasil. A manifestação foi contra a insegurança no Campus do Itaperi. Houve mais um assalto dentro da universidade.
O assalto aconteceu no bloco I, um dos mais movimentados da UECE. Segundo os estudantes, o ladrão se passou por aluno e esperou uma aula do curso de Biologia terminar. Depois, anunciou o assalto e levou um computador portátil e um retro-projetor de um dos professores. Revoltados com a falta de segurança no campus, os alunos saíram em passeata pela UECE. “Os estudantes e alguns professores resolveram fazer essa manifestação no sentindo de fazer um canal de negociação com o Governo e com a Assembléia Legislativa, para conceber um plano de segurança para a UECE, porque os assaltos estão se repetindo. Reconhecemos os esforços do Governo, mas não tem surtido efeito”, afirmou o professor Guilherme Cavalcante.
Para chamar mais atenção para o problema, os estudantes fecharam a avenida Dedé Brasil. Alguns carros, ônibus e motos pegaram a contra-mão. “Eu sei que a pessoas não têm culpa, mas esse é o nosso recado. A gente não pode ficar calado”, comentou a estudante de Geografia Karine Monteiro.
Segundo os estudantes e professores, este foi o quinto assalto na Universidade Estadual, sem contar com furtos e arrombamentos de laboratórios, que tiveram os equipamentos levados.
No dia 15 de abril, a estudante Nádia Brito foi baleada em frente ao campus e morreu dois dias depois. Outros dois laboratórios foram roubados no mês de maio. Em julho, foi a vez de um professor ser assaltado dentro da sala de aula, no bloco P. No início deste mês, um dos laboratórios de Biofísica foi arrombado. Os ladrões levaram computadores e outros equipamentos. O estudante José Ricardo, do curso de Química, foi um dos que foram vítimas de assalto. “É um completo abandono. Não existe policiamento dentro da UECE”, denunciou o estudante.
Na portaria da UECE, dois policiais militares estão sempre de plantão, além da presença de uma empresa de segurança particular, mas os estudantes e professores reclamam que ainda é pouco. “É um direito nosso à segurança, o ir e vir dentro da universidade”, disse o estudante Wesclei Pinheiro.
Vídeos: http://tvverdesmares.com.br/bomdiaceara/alunos-da-uece-protestam-contra-inseguranca/
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Uece: reitor pretende instalar câmeras; alunos são contra
Durante conversa com Araripe, professores e alunos também não querem presença de policiais armados na Uece
20 Ago 2009 - 12h15min
Estudantes e professores da universidade realizaram uma assembleia na manhã desta quinta-feira, 20, para discutir a onda de assaltos no campus do Itaperi e, depois, foram recebidos por Araripe. O reitor da instituição disse que medidas seriam tomadas para diminuir a insegurança na universidade, como a instalação de câmeras de vigilância em todo o Campus do Itaperi. Os alunos não concordam com esta medida nem com a presença de policiais armados no campus.
Segundo o reitor, houve o levantamento de modelos de segurança para a área, mas deverá ser aberta uma licitação para a contratação dos serviços. Durante a conversa com Araripe, professores e alunos também se posicionaram contrários a presença de policiais armados nos arredores da Uece. Os universitários sugeriram a realização de um seminário para debater a insegurança no Campus.
Nesta sexta-feira, às 16 horas, Araripe terá uma audiência com o titular da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Roberto Monteiro, para debater que outras medidas podem ser tomadas para resolver o problema da falta de segurança na Uece.
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Fontes: Verdes Mares e Jornal O Povo.
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