21/09/2009

UECE ganha Doutorado em História através do sistema DINTER


A Universidade Estadual do Ceará (UECE) abre, ainda em 2009, dois novos doutorados DINTER (Doutorado Interinstitucional). Os cursos de pós-graduação, stricto sensu, oferecidos pela UECE são em História e em Ciências Fisiológicas. Segundo o Pró-reitor de Pós-graduação e Pesquisa, prof. Jackson Sampaio, a informação é da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), órgão que instituiu o Programa DINTER, cujas instituições de ensino superior beneficiadas estão no edital Novas Fronteiras, que a CAPES acaba de publicar.


O doutorado em História será oferecido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e vai beneficiar a UECE e a Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). O doutorado em Ciências Fisiológicas, que favorecerá a UECE, será realizado através da associação de três universidades, a UFMG, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade de São Paulo (USP). Como em toda universidade, quanto mais professores doutores melhor. Na UECE, onde essa necessidade também existe, o Programa DINTER vem aumentar a capacidade e qualificar os professores, os quais trabalharão na formação de mestres dessa universidade.


A iniciativa de utilizar a competência de programas de pós-graduação como o DINTER, já consolidados para, com base em formas bem estruturadas de parceria ou cooperação interinstitucional, viabiliza a formação de doutores fora dos grandes centros educacionais. O Programa DINTER foi instituído pela CAPES em setembro de 2005, e tem como objetivo oferecer a um grupo ou turma de alunos a formação em nível de doutorado, sob condições especiais.

Contatos: coordenador do mestrado de História: prof.
Marcos Aurélio, 3101-9761 / 3101-9762
Coordenador do mestrado de Ciências
Fisiológicas: prof. Henrique Leal, 3101-9796

18/09/2009

CONEHI Maceió - Relatoria

Conselho Nacional de Entidades de História realizado no dia 06 e 07 de setembro de 2009, em Maceió-AL.

Escolas presentes: UFSC, UPE, UFPE, UECE, UFPR, UFAL, UFRN, UFPB, USP, UFES, UEFS, UFPA, UNEB, UFRPE

Pauta

- Informes;

- Escolas;

- Regionais;

- GTs;

- FENEX.

- Finanças;

- Boletim;

- Coordenação Geral;

- ENEH 2010;

- Organização interna;

- Seminário de Formação Política Nacional.

INFORMES

Escolas:

UFPR: As coisas ainda estão um pouco paradas, visto que as aulas começaram a pouco por causa da gripe A. Não estão com o DCE, mas estão tentando articular outras ferramentas, como uma frente de luta. Está acontecendo a implementação do REUNI, o que pulveriza as lutas. Foi criado um curso de história novo, que tem um currículo bastante diferente, com menor peso para as disciplinas teóricas, e é voltado para a área de indústria cultural. Estão dialogando com eles: conseguiram uma reunião com o Reitor e estão bem animados com essa articulação. Estão construindo o grito dos excluídos incluindo a pauta da Abertura dos Arquivos da Ditadura.

UECE: Estão passando por um problema de segurança muito grande. Professores e alunos estão sendo assaltados dentro de sala de aula. Estão trabalhando esse tema da segurança. Estão querendo colocar câmeras e PM’s na universidade. Pessoal que tenha experiência com a discussão da segurança na universidade, compartilhe com o Ceará!

UFS: Não há muita mobilização. O CA não está presente, não fazendo trabalho de base: o movimento em si está parado. Buscam puxar o movimento. Um dos debates é do ENADE, pensaram em fazer um fórum para debater alguns demais.

UFAL: O Curso de História vem passando por uma reformulação há três anos. Ele se estrutura nos marcos da dicotomia bacharelado licenciatura, e as discussões do movimento estudantil vão no sentido da indissociabilidade. Põe-se força sobre o trabalho de base: o CA está a frente do curso, a par das mudanças e transformações no curso. Está sendo implementado um novo curso, que está muito mal formulado. O REUNI vem sendo implementado.

UFPE: Está construindo um congresso de estudantes da UFPE. O MEH está passando por uma reestruturação. Novos cursos estão sendo criados, conseqüências do REUNI. Estão fazendo a semana acadêmica, inserindo discussões políticas.

UFRN: O REUNI é um pouco menos complicado lá, devido à pressão que foi feita pelo ME. Os partidos políticos estão disputando entre si. Estão fazendo trabalho de base. O CA de História encabeçou a luta contra o REUNI, foi uma série de manifestações: dentro do DCE, dentre dos CEB’s, passagens em sala. Está sendo interessante o movimento lá.

UPE: Passa por várias transformações, há a construção de um novo campus, onde haverá um espaço específico para o CA. Há um bom contato com os nossos professores. Tem trabalhado de forma interdisciplinar. Implementaram a videoteca. O jornal da FEMEH foi entregue a cada estudante. A gestão está se esforçando para fazer um melhor curso de História não só na UPE.

USP: Greve e desdobramentos: A greve foi muito conturbada, conflitos entre o DCE e setores da oposição. Conseguiram construir uma unidade entre as correntes e independentes. Estão começando a sentir a ressaca da greve: a unidade volta a ser quebradas, as bases tendem a diminuir. Têm o 10º Congresso, mas estão sem condições de trabalhar o potencial que esse congresso teria. Além disso, há a briga contra o ensino a distância e a criminalização dos movimentos sociais.

UFPA: Foi muito difícil conseguir os alojamentos para o ENEH. Foi uma conquista, mas tiveram uma grande perda, que foi a diminuição do número de vagas para o curso de História: não haverá mais dois turnos, mas um só, devido à carga horária dos professores. O CA buscou propostas para que isso não acontecesse, mas não havia nada concreto. Tentaram se aliar aos professores para pressionar a Reitoria, mas não concordaram.

UFPB: As coisas politicamente estão paradas, as correntes políticas estão paradas. O DCE tem diálogo direto com a reitoria, não passa pelos estudantes. Houve a greve dos servidores terceirizados, apoiada pelo MEH, apesar da posição da reitoria e sindicato de que “estudante não deveria se meter nesse tipo de assunto”. Sobre o REUNI, tem o problema da superlotação nas salas, algumas turmas chegam a 100 pessoas. Existem três PPP´s concomitantes. Tem uma cadeira de conteúdo flexível que deverá ser preenchida com atividades extra acadêmicas, mas que a universidade não dá o devido suporte para efetivação dela – eventos de história e extensão - , o CA tem atuado nisso criando espaços, preferencialmente politizados. Um dos resultados dessa problemática e atuação do CA, reflete-se no aumento dos espaços de extensão. Há possibilidade de se fazer uma semana de história, comemorando os 30 anos de CA que estão fazendo, pó isso a temática da Semana de História será movimento estudantil.

UFES: Currículo: O departamento não reformulou o currículo depois das orientações do MEC. O curso foi mudado de período. ENADE: conseguiram fazer um boicote bom, tiraram 1. REUNI: está faltando verba, tem turno com quase 70 cursos. Tem um DCE não atuante.

UFRPE: Fortalecimento do diretório acadêmico. Os militantes do curso de história ocuparam outros espaços dentro da universidade, o que conquistou uma visibilidade muito grande. Academicismo tomou conta do diretório, querem politizar mais o debate, debater movimentos sociais. A idéia é articular o cultural-acadê mico-político.

UEFS: No mês passado houve eleições para o CA. O movimento geral está se mobilizando em torno da política estadual, houve diversas mobilizações em Salvador.

UNEB: A questão é bem complicada, precarização do trabalho docente. O DCE está atrelado à Reitoria e não há dialogo entre CA’s e DA’s. Esse ano tiveram três semestre em um ano. Muitos professores estão saindo da universidade. Currículo: O CA está fazendo um fórum de discussão, efetivamente não teve avanço no currículo.

UFSC: O curso é bacharelado/ licenciatura, mas há professores do Departamento querendo separar o curso. Tem discutido a reorganização do ME. Um questão que os preocupa é a implementação da Universidade da Fronteira Sul (Chapecó) que segue os moldes do REUNI de bacharelado interdisciplinar. Os campi novos da UFSC que estão sendo construídos em Joinville e Ararangua estão sendo feitos com salas para capacidade de alunos muito superior do que os moldes atuais. Estão discutindo o PPI e o PDI da UFSC para os próximos 4 anos onde as “palavras de ordem” são Universidade de Excelência e métodos pedagógicos novos que incluem o REUNI.

Regionais:

Regional Sul: o EREH-Sul aconteceu em Caxias do Sul, o número de estudantes vem crescendo. Estamos cobrando presença nos espaços, e percebemos que os espaços estão ficando bem produtivos. As resoluções desse EREH foram perdidas e ainda não chegou nem a relatoria do COREHI lá ocorrido ou a prestação de contas do encontro. A UFPR assumiu a regional até o ENEH, e uma nova regional deve assumir no próximo COREHI, que acontecerá nos dias 12 e 13 de setembro em Curitiba, na UFPR. O próximo EREH Sul será na UFSC.

Regional Sudeste: Estão bem desarticulas, sem coordenação. A rural do rio de janeiro está sediando o EREH agora no feriado, mas a organização não passou por nenhuma instância da federação e, portanto, não é considerado legítimo.

Regional Nordeste I: Discussão sobre a separação Norte-Nordeste.

Regional Nordeste II: O EREH foi em Manaus, mas não conseguimos mandar representantes, todavia a relatoria da plenária final não chegou às escolas, o que deve ser conversado com a COEREH 2009 sediada em Manaus. Tendo em vista a falta de articulação entre as escolas, optamos por aumentar o diálogo, melhorando a articulação, através da reorganização das regionais, investindo na formação e construindo outros espaços de discussão – fórum, blog, lista, etc.

Regional Nordeste III: Nos últimos 3 anos o Ceará tem pego as coordenações. Problemas internos no CA.

Regional Norte: Os representantes do Pará ainda não sentem a separação das regionais norte e nordeste, mas tentarão articular as lutas onde for possível. Vêem que o principal problema é a comunicação. Tem que buscar levantar as bandeiras e ir a luta!

Grupos de Trabalho:

Os GTs são assumidos por escolas durante o período de um ano, durante o qual ela deve aprofundar a discussão sobre um determinado tema, visando o acúmulo e a produção de materiais para a federação.

GT Ambiental (UFPA): Ainda não começou suas atividades, mas será tocado.

GT Opressões (UECE): Já facilitaram o debate no ENEH, e estão acumulando um bom material, pensando na elaboração de uma cartilha e na organização de ciclos de debates.

GT Políticas Educacionais (UNEB): Estão planejando seus trabalhos.

GT Estatuto (UFS): Analisaram estatutos de outras federações. Tem como proposta todo mês enviar para a lista da FEMEH o que estão fazendo, propondo que os outros GT’s façam isso também. Enviarão um texto com primeiras impressões na lista essa semana.

GT Ensino de História (UFRPE): Estão dialogando com núcleos da universidade que trabalham com essa temática e querem fazer para mês que vem um material.

GT Currículo (UFPR): Colóquios mensais, explorando a função do Historiador, do ensino da História e da legislação que regula os currículos. Também haverá um grupo de estudos sobre a temática.

GT Regulamentação (UFPR): Fizeram um debate com posições divergentes. Tem um contato com o pessoal do Movimento Contra a Regulamentação e iniciaram um grupo de estudos. A partir desse acúmulo produzirão materiais e já conseguiram facilitar o GD de regulamentação desse CONEHI.

GT Abertura dos Arquivos da Ditadura (UFES): Já tem algum acúmulo sobre o tema, querem fazer um material para colocar no blog sobre anistia.

FENEX:

Houve uma auto-convocató ria para a realização do FENEX (Fórum de Executivas e Federações de Curso), um fórum que surgiu em um contexto de alternativa a UNE e busca organizar o Movimento Estudantil Geral. Aconteceu em Salvador nos dias 28, 29 e 30 de agosto. Acreditando nesse espaço como um espaço de construção a FEMEH se fez presente, participando Cleidinho (UFS), Digal (UCSal) e Larissa (UCSal). Foi discutido a questão organizativa da FENEX e alguns encaminhamentos. Viemos refletir sobre os encontros nacionais, e sobre a própria experiência do ENEH 2009. Discutimos qual o papel da FENEX: dos cursos estarem pautando as lutas mais gerais que aglutinem o FENEX, como as questões da conjuntura, da criminalização dos MS, o ME, a universidade (reforma universitária) . Foi construída uma carta chamada: chamar as executivas que não atuam na FENEX. Foi criada uma nova lista para encaminhamento só com as executivas. Haverão reuniões trimestrais. O próximo FENEX será em Curitiba. Discutiu-se o ENADE, colocou-se que os cursos, mesmo não fazendo a prova do ENADE nesse ano, devem puxar o debate, não só fazer isso no ano que irá fazer a prova. Foram aprovadas algumas moções: Fora Sarney, Repúdio à criminalização do ME, Repúdio à manobra da plenária final do ENED 2009.

FINANÇAS

A prestação de contas do ENEH 2009 segue em anexo.

Frente ao prejuízo de R$1.400,07 desse encontro, as escolas da FEMEH devem se mobilizar para enviar dinheiro para o CAHIS da UFPA. É importante destacar que a FEMEH não toma somente parte nos lucros dos encontros, mas também deve arcar com os prejuízos desses eventos que são instâncias da federação. As contribuições para a UFPA podem ser enviadas para:

Conta: 03591-0

Agência: 0765-X

Poupança BB

Letícia Luzia Furtado

Destacou-se a necessidade de criar políticas de financiamento para a federação de modo que ela tenha condições materiais de articular o movimento estudantil de história. Sugeriu-se que as escolas organizem eventos, como seminários, por exemplo, que articulem a FEMEH tanto em seu conteúdo – ao tratar das bandeiras – quanto como contribuição ao seu financiamento.

UFRPE enviará uma arte para camiseta da FEMEH.

Tratou-se da maneira como as finanças seriam geridas no interior da federação, atentando-se para a relação entre as escolas, as regionais e o nacional. Assim, foi deliberado que as regionais teriam autonomia para organizar sua própria política de financiamento e que repassariam, a partir de seu posicionamento interno, uma quantia determinada à coordenação geral da FEMEH. Caberá ao próximo CONEHI avaliar a necessidade ou não de determinação de uma cotização percentual das regionais.

As coordenações gerais se reunirão para decidir qual escola ficará com o caixa nacional da FEMEH. Serão feitas prestações de contas bimensais.

BOLETIM

O segundo boletim da FEMEH, encaminhado no CONEHI de Belém, ainda não foi finalizado. O boletim conterá os seguintes textos:

- Histórico da FEMEH (UFS) – já pronto.

- Relato de uma escola (UFPR) – já pronto.

- Opressões (UFSC).

- Pagas (UCSAL).

- ENADE (UFES).

- Avaliação do ENEH (UFES).

Os textos devem estar prontos e disponíveis na lista de e-mails até o dia 15 de setembro. Haverá uma semana para avaliação dos textos, ou seja, até dia 22 de setembro. O jornal será diagramado pela UFES e estará pronto no dia 26 de setembro.

COORDENAÇÃO GERAL

No ENEH 2009 somente duas escolas se propuseram a ocupar a coordenação geral da FEMEH, ficando decido que seria tirada no próximo CONEHI a terceira escola. A USP foi a única escola a se propor, sendo assim compõe a coordenação geral: UFES, UFPR e USP.

ENEH 2010

Foi decidido que este ponto abarcaria uma discussão sobre concepção de encontro e a escolha da escola sede do próximo ENEH. Votou-se a ordem que tal discussão se daria:

Proposta 1 – Discussão sobre concepção de encontro e depois votação da escola sede.

Proposta 2 – Votação da escola sede e discussão sobre concepção em um ponto a parte.

A proposta 1 ganhou por 8 votos à 4, havendo 2 abstenções.

Sendo assim, iniciou-se a discussão sobre a construção dos encontros da FEMEH.

A avaliação da atual desmobilização e despolitização dos encontros do MEH é consensual. Destacou-se o grande número de estudantes que vão até os ENEHs somente para fazer turismo ou festar e as discussões seguiram no sentido de pensar maneiras de construir um fórum de real articulação do movimento estudantil. O ENEH é entendido, assim, como um instrumento da FEMEH na articulação de suas lutas, ainda que não venha cumprindo essa função visto a avaliação já feita desse espaço.

Nesse sentido, apontaram-se vários caminhos de reflexão que, não sendo deliberativos, devem ser debatidos nas escolas de forma a construirmos um Movimento Estudantil de História realmente combativo. Destacou-se a importância do trabalho de base, visto que o MEH não se constrói somente nos encontros, mas deve ser tocado e fortalecido ao longo de todo o ano, sendo o encontro uma síntese daquilo que se passou ao longo do ano. Seria importante, também, levar em conta as discussões acadêmicas e culturais, articulando- as com as políticas.

Por outro lado, para além da construção cotidiana junto à base, foi levantado o próprio desgaste do formato do ENEH, que não comportaria mais uma reestruturação. Foi proposto, assim, que as poder máximo deliberativo da FEMEH fossem deslocadas da plenária final do ENEH para um outro espaço paralelo ao encontro. O encontro não deixaria de existir mas, perdendo seu caráter deliberativo, serviria como um espaço de acúmulo. As deliberações seriam tiradas em um congresso com delegados das escolas, o qual determinaria os rumos do MEH. A tiragem de delegados significaria uma maior paridade das votações e pressupõe um trabalho de base prévio.

Contudo, foi destacado que a criação de um novo espaço talvez despolitizasse ainda mais os ENEHs, sendo necessário também atentar para a possibilidade de aparelhamento. Além disso, colocou-se que não seria uma nova forma de burocracia da federação que resolveria os problemas da FEMEH, devendo nossa atenção se ater às discussões sobre a reestruturação do ENEH e a mudança de seu estatuto.

Ao fim dessa discussão não se chegou a um consenso sobre essa questão, sendo encaminhado que:

- Que o debate sobre a reestruturação do MEH seja levado para as escolas e aprofundado;

- O GT de estatuto aprofundará suas discussões visando a construção de uma nova proposta de estatuto, sendo importante que mais escolas se somem a esse GT;

- O próximo CONEHI decidirá se o ENEH 2010 terá caráter estatutário ou estatuinte.

Passou-se então para a escolha da escola sede, iniciada com uma apresentação de cada uma das candidatas, seguida de debate. O projeto de cada uma das escolas segue em anexo.

A UECE foi eleita escola sede com 8 votos a 4, havendo 2 abstenções.

ORGANIZAÇÃO INTERNA

Serão criadas sessões no blog para abrigar o acúmulo produzido pelos GTs. Nesse sentido é importante que os GTs produzam textos que socializem o acúmulo e que exponham as posições da federação.

Serão criadas no blog sessões para informes das escolas e para produções acadêmicas.

UFS e UFPB ajudarão a arrumar o blog.

UFPB tentará montar um fórum online gratuito para facilitar as discussões de acúmulo da FEMEH.

Foram criados dois novos GTs: Arte e Cultura (UFPB) e Agitação e Propaganda (UECE).

Os GTs darão informes mensais do andamento dos grupos.

A coordenação nacional redigirá um texto de chamada das escolas distantes para a construção da federação baseada na discussão sobre movimento estudantil ocorrida nesse conselho.

As escolas ficam responsáveis de divulgar esse texto regionalmente, cabendo à coordenação nacional contatar os locais com os quais não temos contato, como o centro-oeste.

As reuniões online acontecerão conforme a demanda e serão convocadas pela coordenação nacional.

SEMINÁRIO DE FORMAÇÃO POLÍTICA NACIONAL

O seminário de formação política da FEMEH acontecerá juntamente com o próximo CONEHI na escola sede do ENEH 2010. Colocou-se a importância da existência de um foco claro dos debates, visando um acúmulo não individual, mas para o Movimento Estudantil de História. É importante destacar que a formação não se concretiza no espaço do seminário, mas sim no dia-a-dia, nas construções das lutas, sendo o seminário um espaço para a formulação de forma sistematizada desse acúmulo.

O Seminário acontecerá de 16 a 20 de dezembro em Fortaleza – CE, sendo 2 dias de formação, 1 dia de COREHI NE e 2 dias de CONEHI.

Uma comissão formada por UECE, UFAL, UFES, UNEB e UFPB ficou responsável de elaborar um esqueleto de programação até dia 21/09, quando ele deve estar na lista. A programação será fechada em uma reunião online a acontecer no dia 26/09, às 14h.

Calendário Femeh

SETEMBRO / 2009

Eixo temático do período: Calourada e Regulamentação da Profissão do Historiador.

04 e 05: COREHI nordeste na UFAL.

06 e 07: CONEHI na UFAL.

07 : Grito dos Excluídos.

15: Prazo para que os textos do II Jornal da FEMEH estejam prontos.

21: Prazo para que a comissão formada por UECE, UFAL, UFES, UNEB e UFPB elabore uma proposta de programação para o Seminário de Formação política a acontecer em dezembro.

22: Prazo para dar pitaco nos textos do II Jornal da FEMEH.

26: Prazo para que o jornal esteja pronto, diagramado e bonitão.

26: Reunião online, 14h, para fechar a programação do Seminário de Formação política a acontecer em dezembro.

OUTUBRO / 2009

Eixo temático do período: Consciência Negra.

NOVEMBRO / 2009

Eixo temático do período: Consciência Negra.

20: Dia da consciência negra.

25: Dia de luta contra a violência à mulher.

DEZEMBRO / 2009

11 e 12: COREHI - Sul, na UFSC (Florianópolis - SC).

16 a 20: CONEHI, COREHI - NE e Seminário de Formação Política Nacional da FEMEH na UECE (Fortaleza - CE).

JANEIRO / 2010

Estágios Interdisciplinares de Vivência (EIV’s).

FEVEREIRO/ 2010

Eixo temático do período: Calourada e Abertura dos Arquivos da Ditadura.

MARÇO/ 2010

Eixo temático do período: Calourada e Abertura dos Arquivos da Ditadura.

08: Dia das mulheres.

ABRIL / 2010

Eixo temático do período: Calourada e Abertura dos Arquivos da Ditadura.

01: Golpe Militar de 1964.

MAIO / 2010

Eixo temático do período: Movimento Estudantil de História.

01: Dia do trabalhador.

JUNHO / 2010

Eixo temático do período: Movimento Estudantil de História.

JULHO / 2010

Eixo temático do período: Movimento Estudantil de História.

Eixos Temáticos:

Agosto e Setembro: Calourada e Regulamentação da Profissão do Historiador.

Outubro e Novembro: Consciência Negra.

Dezembro: CONEHI na Escola-Sede do próximo ENEH em conjunto com Seminário de Formação Política.

Janeiro: Estágios Interdisciplinares de Vivência (EIV’s).

Fevereiro, Março e Abril: Calourada e Abertura dos Arquivos da Ditadura.

Maio, Junho e Julho: Movimento Estudantil de História.

11/09/2009

UECE e Políticas de Seguraça.


Nas últimas semanas nossa universidade vem sendo tomada por manifestações e agitações com relação a insegurança do Campus do Itaperi que tem atingido estudantes, servidores e professores, tendo o clímax com o assalto ao professor da Biologia que foi deixado em trajes íntimos pelo assaltante, então devido a essa calamidade estudantes e professores organizaram manifestações para protestar e reivindicar mais segurança e estrutura na UECE, culminando em uma ocupação de reitoria e duas ocupações da AV. Dedé Brasil, chamando atenção do problema para a comunidade e a mídia.

As manifestações foram importantes para demonstrar o grau de insatisfação da comunidade ueceana com o atual estágio do seu maior campus, serviu também para que a comunidade fosse informada dos problemas enfretados todos os dias por aqueles que estudam, trabalham e vivenciam a Universidade Estadual do Ceará.

Agora passado as agitações o momento é de reflexão e de tomara atitudes que venham a não deixar o problema cair no esquecimento. É hora de estudantes e professores debaterem o problema e evidenciar soluções concretas que visem a melhoria de condições de uso da universidade, para isso é fundamental a criação de um ciclo de debates sobre seguração universitária em que os alunos possam levar a frente o assunto e resolver o problema através de soluções coerentes com a realidade universitária.
Soluções que não sejam protagonizadas por ações ostensivas e repressivas. Mas sim soluções que venham a melhorar não somente a curto prazo a problemática, já que o problema está nas próprias estruturas da universidade. Ações como a melhoria da infra-estrutura de iluminação do campus (principalmente dos estacionamentos), criação de espaços de convivência entre os blocos para assegurar uma maior aglomeração de pessoas em espaços saudáveis para a circulação de idéias na academia, incentivo a projetos de extensão que cotribuam para a entrada da comunidade adjacente à universidade e vice-versa. Treinamento específico da guarda patrimonial da uece, transformando-a em uma guarda universitária preparada para lidar com o o público universitário e a comunidade. Concurso para funcionário de segurança universitária e etc.

É fundamental que neste debate não seja feito nos moldes tradicionais de resolução dos problemas de segurança, que evideciam um caráter repressivo e perseguidor do estado para com a população, encher a universidade de policiais e câmeras pode dar uma "sensação" de segurança a um curto prazo, mas não vai resolver concretamente o problema, assim como não resolveu o problema na sociedade cearense, o problema de segurança não se resolve só com "medidas de segurança"O debate tem que ser feito com seriedade e respeito, colocando a humanidade da população em primeiro lugar, para isso é fundamental também que o debate rompa os muros da universidade, já que o problema não esclusivo nosso.

Há a intenção da realização de um seminário sobre segurança no próximo dia 3 de setembro e é fundamental a participação de todos na sua realização. Somente com a participação de todos é que encontraremos as melhores soluções para este problema, que afeta a UECE já vem algum tempo e que não deve ser deixado levar adiante.

"Ou os estudantes se identificam com o destino do seu povo, com ele sofrendo a mesma luta, ou se dissociam do seu povo, e nesse caso, serão aliados daqueles que exploram o povo" (Florestan Fernandes)


Marcelo Ramos.
Estudante do 3º semestre do Curso de História da Universidade Estadual do Ceará.

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