1) (Re)Pensando a História do futebol cearense: dos primeiros passos à profissionalização.
Ministrantes: Alexandre Sérgio Sombra, Alisson Araújo Alves, Caio Lucas Morais Pinheiro e Natanael de Souza Evangelista.
Resumo: Neste minicurso, propomos discutir aspectos da vida cotidiana de Fortaleza na primeira metade do século XX ao conceder relevância às horas livres da população fortalezense, ou seja, avaliando o significado social das atividades praticadas durante o lazer, neste caso, o futebol. Nesse sentido, busca-se no esporte que teve origem na Inglaterra e que se adaptou rapidamente ao Brasil questões que fomentem análises indispensáveis para um conhecimento complementar da sociedade da época, tais como: a origem elitista do esporte, da qual emergem aspectos de uma camada social local favorecida; a questão racial com a crescente participação dos homens “de cor” no futebol, pela qual investigamos como o racismo estava refletido na época; o esporte como profissão ou como lazer; a participação das mulheres no futebol e, ainda, a repercussão da popularização do futebol nos ambientes mais conservadores da população, que buscava moralizar os hábitos e os costumes dos cidadãos. Traçaremos nessa apresentação como se consolidaram as raízes de um futebol mais organizado e “telespetacularizado” como o praticado atualmente a partir do levantamento das características deste esporte em Fortaleza no período.
2) O Mágico e o Historiográfico: Considerações sobre a Bruxaria Moderna.
Ministrantes: Alexandre Sérgio Sombra, Alisson Araújo Alves, Caio Lucas Morais Pinheiro e Natanael de Souza Evangelista.
Resumo: Neste minicurso, propomos discutir aspectos da vida cotidiana de Fortaleza na primeira metade do século XX ao conceder relevância às horas livres da população fortalezense, ou seja, avaliando o significado social das atividades praticadas durante o lazer, neste caso, o futebol. Nesse sentido, busca-se no esporte que teve origem na Inglaterra e que se adaptou rapidamente ao Brasil questões que fomentem análises indispensáveis para um conhecimento complementar da sociedade da época, tais como: a origem elitista do esporte, da qual emergem aspectos de uma camada social local favorecida; a questão racial com a crescente participação dos homens “de cor” no futebol, pela qual investigamos como o racismo estava refletido na época; o esporte como profissão ou como lazer; a participação das mulheres no futebol e, ainda, a repercussão da popularização do futebol nos ambientes mais conservadores da população, que buscava moralizar os hábitos e os costumes dos cidadãos. Traçaremos nessa apresentação como se consolidaram as raízes de um futebol mais organizado e “telespetacularizado” como o praticado atualmente a partir do levantamento das características deste esporte em Fortaleza no período.
2) O Mágico e o Historiográfico: Considerações sobre a Bruxaria Moderna.
Ministrante: Paulo Ricardo Borges Fernandes.
Resumo: O mini-curso aborda a Bruxaria Moderna dentro da sociedade e da conjuntura política, social, cultural, filosófica e religiosa do recorte temporal que vai das últimas décadas do século XIX até os dias atuais. Bebendo de antigas tradições e arrematada com criações advindas da erudição e a criatividade de seus idealizadores, a Wicca tenta se estabelecer, unindo elementos das mais diversas escolas esotéricas da modernidade, mas busca no período neolítico o seu marco fundador, dizendo-se filha das antigas práticas pagãs dos povos da antiga Europa, aos motes do que Hobsbawn chamaria de “A Invenção das Tradições”. Nesta tentativa, os bruxos modernos empreendem a difícil tarefa de desconstruir as imagens das bruxas medievais e das feiticeiras do período moderno, mostrando a prática como um culto às forças da natureza. Suas bases são lançadas com Leland, Murray e Graves, mas se sedimenta como religião com Gardner. Sanders rompe com o “purismo” gardneriano por um lado e Valiente com a miscelânea religiosa e a falta de cuidado com a criação das origens da religião por outro. Sob a autorização dos gardnerianos, em 1962, Buckland espalha a crença por toda a América do Norte, onde encontra solo fecundo para se desenvolver, encontrando em Budapest a sua face de ativismo político-feminista, trazendo um patriarcalismo às avessas, amenizado e romantizado por Starhawk, sem perder seu caráter de luta pela libertação feminina e resgate do respeito masculino, e encontrando uma popularidade maior com o ecletismo de Cunningham. O cinema aparece como meio de difusão das novas crenças, sobretudo na juventude, criando o estigma da Wicca ser uma religião de adolescente e faz com que autores de má-fé se aproveitassem dos ávidos neófitos na “Arte Antiga”. Com seu crescimento, a religião acaba entrando em contato com outras religiões, dentro de instituições ecumênicas e de proteção ao planeta das catástrofes ocasionadas pelo “progresso”. A Wicca se estabelece no Brasil no final da década de 1990 e cria um marco fundador há poucos anos, por lhes faltar um, com base numa tradição hegemônica, mesmo que se percebam praticantes anteriormente. Por último, veremos no que acreditam os wiccanianos, e tentar responder à pergunta: “O que fazem as bruxas?”.
3) Ginga Historiográfica: A Capoeira e suas representações de ontem aos dias atuais.
Ministrante: Joel Alves Bezerra.
Resumo: Agraciada no ano de 2008 como Patrimônio Cultural Brasileiro, de caráter Imaterial pelo IPHAN, a Capoeira, um de nossos principais símbolos nacionais, tornou-se objeto e sujeito nas ultimas décadas de inúmeras teses, dissertações, monografias e artigos acadêmicos. Entretanto, dentro de nossa percepção, poucos trabalhos vinculados a esta temática foram produzidos no cenário cearense. Diante desde fato e do caráter contraditório de possuir o nosso estado um número relativamente significativo de praticantes acadêmicos desta arte, este minicurso tem por finalidade apresentar ao público universitário, e aos demais interessados, um mosaico historiográfico para um entendimento, senão superficial, mas de caráter mínimo que possa suscitar novas pesquisas e produções deste complexo universo chamado Capoeira.
4) O ofício do historiador e suas práticas em arquivos: experiências com fontes do período colonial.
Ministrantes: Adson Rodrigo Silva Pinheiro e Maria Rakel Amâncio Galdino.
Resumo: Percebemos que em toda a nossa vida acadêmica e mesmo escolar a historiografia cearense pouco acrescenta a respeito de seu Período Colonial. Por mais que exista uma soma considerável de trabalhos sobre esse assunto boa parte dele não chega ao nosso conhecimento. O mesmo acontece no que diz respeito a sua fonte documental. O único lugar em que as fontes coloniais podem ser encontradas fica no Arquivo Público do Estado do Ceará e em algumas publicações. O difícil acesso e a falta de organização e conservação desestimulam muitos pesquisadores interessados em falar sobre esse rico período. O minicurso propõe-se em estimular pesquisadores a iniciarem trabalhos no período com fontes encontradas nos arquivos e instrumentalizar o acesso a essa documentação.
5) Cultura em foco: os estudos sobre cultura(s) popular(es) e as suas formas de apreensão em fontes historiográficas.
Ministrantes: Camila Mota Farias, Marília Soares Cardoso e Hannah Jook Otaviano Rodrigues.
Resumo: Este minicurso propõe a discussão do conceito de Cultura, através de ampliações historiográficas que vem sendo realizadas a partir dos Annales que a compreendem como uma teia de múltiplos significados e apropriações construída pelos sujeitos históricos em suas experiências sociais, abrindo um leque de possibilidades de estudo.
Partindo dessas possibilidades de análise, voltaremos nosso olhar sobre a idéia de Cultura(s) Popular(es), buscando, a partir de nossas experiências enquanto sujeitos sócio-históricos e de nossas investigações acadêmicas, as formas de apreensão deste conceito.
Assim, estabeleceremos um diálogo entre a teoria e a prática, entre bibliografia sobre o tema aliada às fontes coletadas em nossas pesquisas, tendo em vista que o trabalho do historiador surge deste diálogo.
Portanto, a abertura para a discussão da própria fonte enquanto alicerce do ofício do historiador, faz-se necessário também, uma vez que a própria fonte legitima tal desafio.
6) Heróis em Transe: O Cinema Novo em foco.
6) Heróis em Transe: O Cinema Novo em foco.
Ministrantes: Ana Paula Pereira Costa, Emilu de Sousa Lobo, Érica Andrade Figueiredo e Rômulo Vinícius de Souza Romeiro.
Resumo: O mini-curso pretende discutir o Cinema Novo, movimento cinematográfico brasileiro inserido no contexto do nacional-desenvolvimentismo, fazendo-se necessário debater sobre as produções nacionais anteriores a esse movimento, Além disso, procuraremos analisar a década de 1950 que foi um momento de debate sobre esta produção e o cinema revolucionário pretendido pelos participantes do movimento cinemanovista, bem como a relação do Estado com as produções cinematográficas. Finalizando abordaremos o movimento em si, as três trindades componentes do mesmo e as relações estéticas formadoras.
7) Teologia da Libertação: Catolicismo, doutrina social e fé na segunda metade do Século XX.
Ministrantes: Adriano Ferreira de Paulo e Paulo Airton Pinto Damasceno.
Resumo: Estudo sobre a teologia da libertação, sua fundamentação e influência dentro da igreja católica na segunda metade do século xx no campo e na cidade com e sem a aprovação do vaticano. Neste minicurso estudaremos as extensões concretas do pensamento da teologia da libertação e sua decadência dentro da igreja sendo considerada heresia marxista.
8) Resistência Cultural na Ditadura Militar: o teatro e sua censura.
Ministrante: Thaís Paz de Oliveira Lima.
Resumo: O mini-curso aborda o contexto da ditadura militar, mais especificamente entre os anos de 1973 a 1978, como recorte temporal. Um dos marcos do teatro censurado em Fortaleza nesse período está localizado no contexto de ação do Grupo Independente de Teatro Amador (GRITA). Nascido em 1973, o GRITA se propunha a dinamizar o teatro “engajado” de Fortaleza dialogando com o teatro popular; em seu histórico aparecem passagens contraditórias pela censura.
9) Entre o sonho e o som: Historia, memória e música cearense (1965-1980).
Ministrantes: Germano George Mesquita de Almeida, Marcos Leandro Carneiro Freitas, Stênio Ronald Matos Rodrigues.
Resumo: O presente mini-curso procurará analisar a historia e memória da música cearense no recorte temporal de 1965 a 1980, recorte esse escolhido por se configurar como o período em que os novos artistas cearenses do período como Fagner, Ednardo, Belchior, Rodger, Teti, entre outros, se manifestaram de maneira bastante efetiva, alcançando repercussão regional e nacional. Pretendemos analisar a formação musical, acadêmica e pessoal dos artistas, suas relações entre si e influencias mútuas, sua relação com a indústria fonográfica e cultural (TV, rádio, grandes gravadoras), os festivais que participaram, e como se deu sua participação, a relevância desses festivais para a formação desses artistas. Além disso, pretendemos analisar suas músicas, que será um dos eixos centrais do presente mini-curso, seus espaços de sociabilidade (que também se configuram como espaços de produção musical), sua relação com a cidade de Fortaleza e como isso influenciou suas produções musicais.
Sua relação com outros movimentos que surgiram na época também será foco de análise, além da proeminência da música cearense no cenário nacional, quais artistas tiveram relevância nacionalmente. A importância desse trabalho se dá por conta da própria relevância que esses artistas tiveram no dado recorte, os movimentos que proporão, os shows que fizeram, as relações que tiveram entre si, tudo deve ser analisado para deixar bem claro quem foram esses artistas e qual sua relevância pra o Ceará.
10) A Imprensa e as diretas já: Confrontando Discursos entre o Agora e o Depois.
10) A Imprensa e as diretas já: Confrontando Discursos entre o Agora e o Depois.
Ministrantes: Estevão Marcos Queiroz Viana, Patrícia Lima Bezerra e Micharlles Lopes Paz.
Resumo: Entre janeiro de 1983 e abril de 1984, o Brasil foi palco da maior campanha popular da sua história. Milhares de pessoas se reuniam em comícios gigantescos realizados por todo o Brasil fazendo uma exigência que não foi cumprida, eleições diretas para presidente da República. Tal movimentação inicia tímida, ganha corpo e tamanho surpreendente, principalmente entre janeiro e abril de 1984, momento em que diversos estados do Brasil organizam comícios pedindo eleições diretas majoritárias. Entendendo a possibilidade de tratar a imprensa em uma dupla dimensão, isto é, fonte e objeto da pesquisa histórica, também procurando problematizar a “imparcialidade” pretendida pelos que desejam documentar os fato, propomos com este mini-curso engendrar uma reflexão histórica a partir das representações fotojornalisticas, bem como da confrontação da construção dos discursos dos jornais “Tribuna do Ceará” e “O Estado”, e em seguida da revista “Veja” e “isto é”, atendendo ao recorte de Janeiro a Abril de 1984.
11) Uma Nação entre Cortes e Assembleias: Projetos políticos para o Brasil (1822 – 1840).
Ministrantes: Gustavo Magno Barbosa Alencar, Paulo Giovanni Gomes Valente e Paulo Roberto Fernandes Oliveira Marques.
Resumo: Monarquia constitucional, unidade territorial, centralização político-administrativa, baixa representatividade. Eis as principais características da política imperial do Brasil segundo José Murilo de Carvalho, decerto a principal referência para estudos da política nos oitocentos. Entretanto, a configuração do Estado imperial a partir das características anteriormente citadas ocorreu ao custo de disputas, por vezes sangrentas, entre projetos propostos para o país recém-independente. Por meio da imprensa muitos desses embates apareceram. Nos primeiros anos da Independência as linhas de demarcação entre os projetos eram tênues como observamos com a Confederação do Equador. A partir de 1831, novos rumos são tomados na administração e na política imperial. Destacamos a Guarda Nacional, criada no mesmo ano, enquanto uma instituição que estava diretamente relacionada aos novos rumos ditos acima, onde os próprios “cidadãos brasileiros” passariam a defender a tranquilidade pública e os preceitos da Constituição de 1824 das conturbadas querelas que surgiram a partir de 1831. Sem nos esquecermos de que para analisarmos o processo de construção do Estado brasileiro na primeira metade do século XIX, temos necessariamente que levar em consideração a disputa entre unidade (centralização política) e autonomia. Propomos-nos analisar tais projetos políticos para a nova nação e as imbricações que deles resultaram.
12) Cidade, Cultura e Natureza
Ministrantes: Bruna Demes Gonçalves Franco, Francisca Hisllya Bandeira Cavalcante , Janilson Rodrigues Lima e Mayara de Almeida Lemos.
Resumo: O minicurso se propõe a trabalhar as relações existentes entre o homem, cidade, cultura e natureza. Mostrando como o homem e sua relação com a cidade e com a natureza são construções históricas e que perpassam pelo campo cultural, onde muitas vezes se confundem os limites entre esses dois campos.
No entanto analisaremos como a ciência moderna vai influenciar nessa relação do homem com o meio no qual ele é agente direto. Percebendo como essa ciência moderna trouxe uma série de transformações culturais, estruturais, simbólicas e até mesmo no campo das sensibilidades na vida social do homem em relação a cidade, a cultura e a natureza.
13) Introdução ao uso da literatura na pesquisa em História.
Ministrantes: Thiago da Silva Nobre, Luís Eduardo Pacheco, Germana Nayara Lopes Lima.
Resumo: Este mini-curso propõe-se a introduzir noções básicas conceituais e metodológicas para que seja possível o uso da literatura como fonte primordial de pesquisa histórica. Para isso, pretende-se debater em sala os conceitos de literatura, de cultura, Habitus, Campo, intelectuais e o papel da arte. O mini-curso será dividido em dois momentos. Inicialmente será abordada a questão da interface entre História e Literatura, visando compreender como essas duas áreas do conhecimento humano detentoras de métodos e conceitos próprios podem interagir e gerar novas perspectivas no fazer histórico. Em um segundo momento, o mini-curso proposto, pretende abordar, de forma prática, como o historiador pode trabalhar a literatura como fonte e objeto de pesquisa no fazer historiográfico. Assim, o objetivo principal do mini-curso proposto é introduzir, incitar e instigar sobre os diálogos possíveis travados entre História e Literatura.
14) As Mulheres e os silêncios da História.
Ministrantes: Gleiciane Damasceno Nobre, Érica Souza Pinto, Priscila Rodrigues Feijão e Hingrid Renalle Farias Bezerra.
Resumo: Essa breve explanação sobre a historiografia do século XX tem como objetivo debater as continuidades e descontinuidades dos diversos paradigmas e programas que tiveram a “ Escola dos Annales” no decorrer de sua historicidade, que vai desde um projeto inovador na histografia do século vinte até a sua crise ironicamente chamado por
alguns de “história em migalhas”. Assim essa proposta visa debater o papel que essa
corrente teve na inovação das fontes, no conceito de tempo, da história como problema
e nos combates que teve que travar para transformar a noção de história que tínhamos
desde o século XIX.
Resumo: Com o advento da História enquanto ciência surge um novo pensar em relação às mulheres; elas são consideradas também como objeto de estudo e análise. As ciências humanas demonstram o peso das dominações simbólicas, sejam elas públicas ou privadas a fim de legitimar seu lugar no meio social. Para isso, utilizaram-se de mecanismos como o movimento feminista e a produção historiográfica da década de 70, do século XX, para fundar uma categoria que se aproximasse da imparcialidade a fim de englobar o tema que iremos trabalhar.
Demonstraremos as diferentes abordagens em relação aos estudos da categoria de gênero, estabelecendo, assim, uma discussão acerca das diferenças sexuais e das dominações simbólicas sob uma reflexão histórica.
15) ”Escola dos Annales”: Continuidades e descontinuidades.
Ministrantes: Rafael Antonio Oliveira de Souza, Rafael Felipe de Almeida e Paulo César Freire Sá.
Resumo: Essa breve explanação sobre a historiografia do século XX tem como objetivo debater as continuidades e descontinuidades dos diversos paradigmas e programas que tiveram a “ Escola dos Annales” no decorrer de sua historicidade, que vai desde um projeto inovador na histografia do século vinte até a sua crise ironicamente chamado por
alguns de “história em migalhas”. Assim essa proposta visa debater o papel que essa
corrente teve na inovação das fontes, no conceito de tempo, da história como problema
e nos combates que teve que travar para transformar a noção de história que tínhamos
desde o século XIX.
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